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Chinesas brasileiras? Quais marcas já produzem ou confirmaram produção no Brasil

Leapmotor e Geely farão carros em plantas compartilhadas, enquanto BYD, GWM e Caoa Chery já operam

Geely no Salão do Automóvel de São Paulo 2025
Foto de: Motor1 Brasil

Depois da (segunda) invasão ter dado certo, as chinesas já dão novos passos no mercado brasileiro. Além de modelos mais caros e submarcas de luxo, a produção no Brasil não é mais segredo, com uma parte já operando, outra confirmada e até quem pretende e falou sobre, mas ainda não cravou a bandeira de fato. 

A Caoa Chery é a que opera há mais tempo, enquanto BYD e GWM compraram plantas desativadas e começaram a montar os primeiros carros este ano. Durante o Salão do Automóvel, Geely e Leapmotor confirmaram suas produções em 2026, enquanto MG Motor e GAC pretendem também a nacionalização, mas nada oficial. 

Galeria: Caoa Chery no Salão do Automóvel de São Paulo 2025

Caoa Chery começou em 2017

Em 2014, a Chery inaugurou sua fábrica em Jacareí (SP), mas não durou muito tempo. Em crise no Brasil, teve a operação comprada pela Caoa pouco tempo depois, em 2017, que aproveitou seu conhecimento de mercado brasileiro para revitalizar o negócio da empresa chinesa. Com o tempo, Jacareí (SP) foi fechada, e segue assim, e toda a produção está em Anápolis (GO).

Com o fim da parceria com a Hyundai, a fábrica de Anápolis (GO) se dedicará aos modelos da Chery e da Changan, sua nova parceira chinesa. Recentemente, o maquinário da fábrica da Ford de Camaçari (BA) foi comprado pela Caoa, que moderniza sua fábrica para novos modelos das duas marcas e já olha para a eletrificação mais presente. 

Galeria: GWM no Salão do Automóvel 2025

GWM comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP)

Em 2021, a GWM comprou a planta da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) e, em 2025, começou a operar com, por enquanto, o Haval H9 e Poer P30, SUV e picape chassi-carroceria com motor turbodiesel. O Haval H6 entra na linha em breve, já que a prioridade se tornou os dois modelos maiores pela alta demanda após o lançamento.

Os planos da GWM mudaram algumas vezes, inclusive dos modelos. Moderna, a planta tem uma estrutura de pintura que, segundo fontes da GWM, surpreendeu os chineses. Com a mudança nas regras de importação, a marca acelerou a nacionalização do Haval H6, seu modelo mais vendido, mas também surpreendeu com a chegada do Haval H9 e Poer P30 brasileiros. 

Galeria: BYD Atto 8

BYD comprou o terreno da Ford, mas fez uma estrutura própria

Por muito tempo, a BYD negociou com a Ford e governo da Bahia para ter a planta de Camaçari. Em 2023, confirmou a compra e começou as obras de novos prédios e galpões para a montagem de seus modelos. Neste ano, começou a montagem de kits CKD de Dolphin Mini, King e Song Pro, já nas concessionárias com o RG brasileiro. 

Diversas polêmicas cercaram esta fábrica desde sua compra até o inicio da produção. Segundo a BYD, a escala de nacionalização aumentará com o passar do tempo e é esperada inclusive a produção de uma picape compacta, baseada no híbrido Song Plus, para brigar com a Fiat Toro ainda em 2026. 

Galeria: Leapmotor no Salão do Automóvel de São Paulo 2025

Leapmotor usará fábrica da Stellantis em Pernambuco

A Leapmotor não é uma marca da Stellantis, mas sim uma joint venture. Chegada recentemente no Brasil, usará a planta de Goiana (PE) para a produção, provavelmente, dos SUVs C10, em versão elétrica e REEV, e o B10, um SUV menor que será apresentado por completo no começo de 2026. Sairá da mesma linha dos Jeep Renegade, Compass e Commander, Fiat Toro e Ram Rampage.

A Stellantis ainda não detalhou como será a produção dos Leapmotor, se em kits montados, com conteúdo nacionalizado ou usará a estrutura completa, como prensas e pintura, na montagem dos SUVs. Isso será detalhado em 2026, assim como se teremos a produção de mais modelos da marca chinesa tanto para venda no Brasil quanto exportação. 

Galeria: Geely no Salão do Automóvel de São Paulo 2025

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Geely será produzido junto com a Renault e já tem parceria no exterior

A Renault Geely investirá R$ 3,8 bilhões na fábrica de São José dos Pinhais (PR) e já anunciou o Geely EX5 híbrido, primeiro importado, mas produzido no Brasil no segundo semestre de 2026. A Geely produzirá mais um modelo na planta, além de constribuir com a plataforma para um modelo híbrido da Renault em 2027.

Essa parceria não é exclusiva do Brasil. Da Coréia do Sul, virá o Renault Koleos, um SUV híbrido feito sobre a plataforma Geely que se posicionará no topo da gama da marca. Ao mesmo tempo, a Geely aproveita a estrutura de pós-vendas e concessionárias da Renault no Brasil para ganhar mercado, onde já vende os elétricos EX5 e EX2. 

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