Grande Panda vai abrir lançamentos da Fiat em 2026 como sucessor do Argo
Derivado nacional do novo hatch italiano terá adaptações para o Brasil; saiba quais serão
No próximo ano, a italiana Fiat comemorará 50 anos de atuação no Brasil e, para isso, planeja um grande lançamento para marcar a data. Mais do que isso: fará um grande lançamento por ano até 2030. A apresentação para a imprensa durante o Salão do Automóvel de São Paulo confirmou os planos de renovação total da linha vendida hoje, e o primeiro deles deve ser o sucessor do Argo, o Grande Panda.
Na verdade, não exatamente o Grande Panda já vendido na Europa, mas sim um modelo derivado dele, com adaptações para o gosto e a realidade local. Ele fará parte de uma nova família de carros já confirmada no início do ano pelo atual CEO da italiana, Olivier François, cujo alcance será global.
O executivo, na época, citou que o novo hatch com jeito retrô substituiria o Argo “em algum momento, quando o fim da vida da atual geração chegasse ao fim”. Não foram citadas datas, mas a apresentação do conceito Dolce Camper durante o Salão deste ano, junto aos flagras do Grande Panda na região de Betim (MG) utilizando mulas de seu primo, o Citroën C3, indicam que ele pode estar mais perto do nosso mercado do que o imaginado.
Do francês, aliás, o novo carro de entrada da Fiat compartilhará muita coisa. A começar pela plataforma, a mesma Smart Car também presente no Peugeot 208. O visual e as dimensões gerais também poderão ser bem próximos ao modelo da Citroën, com ambos na casa dos 3,99 metros de comprimento e 2,54 metros de entre-eixos. Hoje, o Argo tem 4,03 m e 2,52 m respectivamente.
| Modelo | Comprimento | Largura | Altura | Entre-eixos |
| Fiat Grande Panda | 3,99 m | 1,75 m | 1,57 m | 2,54 m |
| Citroën C3 | 3,98 m | 1,73 m | 1,58 m | 2,54 m |
| Fiat Argo atual | 4,03 m | 1,72 m | 1,51 m | 2,52 m |
Entre as modificações do modelo para o país estarão as estamparias com o nome Fiat na traseira e Panda nas laterais, que devem dar lugar ao emblema que a marca usa hoje no Brasil, para simplificar e baratear a produção. O nome também deve mudar, podendo ser considerado a nova geração do Argo ou até ganhar um novo nome.
Espere também por mudanças nas cores dos tecidos, nas opções de carroceria e em outras pequenas nuances, que devem ser mais conservadoras no modelo feito por aqui. Na Europa, a marca aposta bastante em tons vibrantes, como amarelo para a carroceria e interiores com detalhes em azul, escolhas que devem ser deixadas de lado no mercado brasileiro por preferências locais.
Nas versões mais equipadas, novidade deve seguir passos de Pulse e 208 usando sistema híbrido leve
Motores serão velhos conhecidos
A motorização também deve ser compartilhada com modelos da Stellantis, com o modelo apostando em motores da família Firefly e GSE. Ou seja, deve contar com 1.0 Firefly aspirado de três cilindros, flex, capaz de render até 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque com etanol e câmbio manual de 5 marchas que também é usado em Mobi, Argo e 208. No entanto, existe a possibilidade de o sucessor do Argo adotar no 1.0 aspirado a eletrificação por meio de um sistema híbrido leve de 12V dos modelos 1.0 T200 turbo, algo que já acontece na Europa com o 500 Torino.
Nas versões mais completas, a solução deve ser a opção turbinada desse motor, chamada de GSE ou T200, capaz de render até 130 cv de potência com etanol e sempre associado ao câmbio CVT com simulação de 7 velocidades, possivelmente já utilizando o sistema híbrido leve de 12V que o grupo Stellantis estreou recentemente em Peugeot 208 e 2008, e que já estava presente em Fiat Pulse e Fastback.
Avenger será o primeiro do grupo a ter ChatGPT integrado, tecnologia deve ser expandida para todos os novos carros de Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën
Já na tecnologia, nossa aposta é que o grupo Stellantis também leve para a Fiat o sistema com ChatGPT embarcado que estreará no Avenger em 2026, mas não nas versões de entrada. Ele é capaz de conversar com os usuários sobre funções do carro, manual de utilização e análise da rota. O futuro modelo de entrada da Jeep, vale lembrar, utiliza a mesma base em comum com o Grande Panda, o que facilitaria a introdução de algumas de suas novidades.
A produção do novo hatch da Fiat também deve marcar a introdução da base Smart Car em Betim (MG), onde hoje só são produzidos os modelos mais antigos do grupo. Com essa nova base, são esperados sucessores para a picape Strada, para o SUV cupê Fastback e o menor Pulse. Para a planta de Goiana (PE), a marca deve produzir ainda a nova geração da picape Toro, mas com a mesma base STLA dos futuros Jeep feitos lá.
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