Porsche Macan a gasolina acaba em meados de 2026 e não terá sucessor
SUV mais vendido da Porsche depois do Cayenne deixará de ser produzido no próximo ano e seguirá sem substituto a combustão
Apesar de não ser o carro favorito dos fãs mais puristas da Porsche, o Macan sempre teve função importante dentro da marca. Desde o lançamento, o modelo manteve bom volume de vendas e garantiu margem necessária para sustentar o desenvolvimento de outros carros da linha. Até o início de 2025, foram mais de 800 mil unidades produzidas.
Mas nem isso será suficiente para manter a produção de sua geração atual. Segundo o diretor financeiro Jochen Breckner, a fabricação da primeira geração será encerrada definitivamente em meados de 2026. O executivo afirmou que o modelo ainda pode seguir à venda em alguns mercados fora da Europa até 2027, dependendo do estoque.
Em 2023, o SUV foi o segundo veículo mais vendido da marca, com 87.355 unidades, ficando atrás do Cayenne por uma diferença de 198 carros. Mesmo com margens menores que as do 911, o Macan foi essencial para manter a operação equilibrada durante o processo de transição elétrica.
Saída antecipada
Mesmo com bom desempenho comercial, a Porsche se viu obrigada a retirar o modelo de linha antes do previsto em alguns mercados. As novas regras de segurança cibernética do Regulamento Geral de Segurança (GSR2), em vigor desde julho de 2024 na Europa, exigem atualizações estruturais e eletrônicas que o projeto de 2014 não comporta.
Como a nova geração elétrica já vinha ocupando o espaço do antigo modelo, a Porsche não tinha planos de desenvolver um sucessor a combustão. E continua sem tê-los. O novo SUV, previsto para 2028, terá identidade e nome próprios, sem vínculo com o Macan.
Até lá, a marca deve concentrar esforços nas versões elétricas e na nova geração dos esportivos Boxster e Cayman, que voltarão a usar motores a combustão. De acordo com Oliver Blume, atual CEO da fabricante, o futuro SUV será “um Porsche típico para o segmento e diferente do Macan EV”.
Mesmo com o suporte do Grupo Volkswagen, a transição não será simples. A marca enfrenta queda nas vendas na China e tarifas mais altas nos Estados Unidos. A volta de modelos a combustão pode ajudar a equilibrar o portfólio e manter o desempenho comercial em mercados onde a demanda por esse tipo de veículo ainda é significativa.
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