O fim do Kia Soul: como o carro mais excêntrico da Kia fez história
Modelo foi o primeiro produto do ex-designer da Audi na marca e chegou a ser vendido no Brasil, mas deixará de ser produzido em 2025
Lembram-se dele? Comercializado no Brasil entre 2009 e 2020, o Kia Soul está prestes a se despedir também no mercado internacional. Segundo a própria Kia, a produção do Soul será encerrada ainda em 2025, com data marcada já para o próximo mês de novembro.
O motivo é o de sempre: deixar de lado modelos que não são exatamente considerados SUVs, em nome de carros com apelo mais aventureiro e maior rentabilidade, como Sportage, Sorento e Telluride, este um SUV grande que a marca oferece nos EUA. Nem mesmo as boas vendas, de cerca de 1,5 milhão de unidades nos Estados Unidos ao longo de suas três gerações, foram suficientes para salvá-lo.
Kia Soul 2023
Quando nasceu, em 2009, o modelo se tornou um dos símbolos da transição da marca coreana, que até então focava em veículos de baixo custo, para uma nova fase marcada por design mais ousado e personalidade própria. O responsável por essa virada foi Peter Schreyer, ex-designer do Grupo Volkswagen, criador de ícones como o VW New Beetle (1997) e o primeiro Audi TT (1998).
As gerações do Kia Soul
No Brasil, IPI atrapalhou vendas
Anunciado como “carro design” pela Kia, o modelo começou a ser vendido no país em 2009, oferecendo o propulsor 1.6 16V com opção de câmbio manual ou automático de quatro marchas. Ficou famoso pelas inserções da marca em novelas da época e teve também a responsabilidade de ser o primeiro carro da fabricante a ser oferecido com propulsor flex, em 2011.
Sua carreira, porém, foi atrapalhada pelo programa Inovar-Auto, que vigorou durante a década de 2010. Chamado de “super IPI”, o programa elevou em 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados para os importadores justamente no melhor momento de vendas da marca no país.
As vendas pífias contrastavam com os primeiros anos de sucesso do modelo por aqui. Em 2011, no auge, mais de 25 mil unidades foram emplacadas. Já em 2018, durante todo o ano, foram míseros 127 exemplares.
Em 2020, o Grupo Gandini, representante da marca no país, decidiu interromper as vendas do modelo no Brasil. A alta do dólar e as baixas vendas foram determinantes para o fim da importação. Em seu lugar, desde meados de 2021, a marca passou a oferecer o SUV compacto Stonic, com sistema de eletrificação leve e motor 1.0 T-GDI.
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