Ir para o conteúdo principal

Lancia trará de volta ícone dos ralis dos anos 1980

Depois de anos no ostracismo, italiana confirmou retorno do nome "HF Integrale" para as versões esportivas dos futuros Delta e Gamma

Lancia Delta Integrale
Foto de: Lancia

Depois de anos perdida dentro do vasto portfólio de marcas da Stellantis, a italiana Lancia finalmente parece ter traçado um plano para recuperar sua identidade. Essa nova fase começou com o lançamento do Ypsilon, no ano passado, e em breve ganhará reforço com dois nomes históricos: Gamma e Delta, este último eternizado nos ralis algumas décadas atrás.

Segundo a revista Autocar, o retorno do nome Delta não é só para fazer barulho. Em um comunicado divulgado na última terça-feira (1), a marca confirmou que também vai ressuscitar o lendário selo HF Integrale, que definia a versão mais esportiva do hatchback original.

Lancia Delta Integrale HF (1994)

Para quem não lembra, “HF” significa High Fidelity (Alta Fidelidade) e era o rótulo que a Lancia usava nos seus carros mais potentes, como o Stratos, o Delta 4x4 e, claro, o icônico Delta Integrale. Com um elefante como símbolo, a marca apresentou recentemente o Ypsilon HF e a HF Line, que resgatam esse espírito.

A Lancia também voltou às pistas de terra: os novos Ypsilon Rally4 e Ypsilon HF Racing já foram homologados para competições como o Rally6. No comunicado que anunciou o HF Racing, a marca deixou claro que o selo HF será o diferencial de todas as versões de alto desempenho da nova geração: hoje no Ypsilon e, a partir de 2026, também nos futuros Gamma e Delta, que ganharão o nome HF Integrale.

Lancia Ypsilon HF

O nome Integrale apareceu no Delta original em 1988, como evolução do Delta HF 4x4 que competia no Grupo A de rali. Era uma versão de homologação para as pistas, com tração integral e um quatro cilindros turbo que transformava o pequeno hatch em uma lenda. O Delta Integrale saiu de cena em 1993 com a série Evo II de produção limitada — mas sua mística só cresceu desde então.

De acordo com a Autocar, o próximo Delta deve ser “irmão” do Opel Mokka e usar a plataforma CMP da Stellantis — a mesma de Peugeot 208 e Citroën C3 —, capaz de receber tanto motores a combustão quanto elétricos. Embora não esteja confirmado, o palpite mais forte é que ele herde o conjunto do Ypsilon HF, Alfa Romeo Junior Veloce e Peugeot E-208 GTI, com motor elétrico de 280 cv e 33,9 kgfm de torque.

Teste de estrada do Alfa Romeo Junior Veloce 2024 - Foto

Alfa Romeo Junior Veloce 2024 

Foto de: Alfa Romeo
peugeot-e-208-gt-br

Peugeot E-208

Foto de: Motor1 Brasil

Já o Gamma, um sedã/cupê de luxo fabricado entre 1976 e 1984, nunca teve uma versão esportiva de verdade. Agora, a Autocar indica que o novo Gamma será um gêmeo de luxo do DS No8, futuro carro-chefe da francesa DS, também do grupo Stellantis.

O que você pensa sobre isso?

Mesmo assim, o renascimento da Lancia não tem sido fácil. Apesar do novo Ypsilon, as vendas da marca caíram 72% em maio, para apenas 5.627 unidades, reflexo de problemas maiores dentro da Stellantis — que, inclusive, acaba de nomear Antonio Filosa como novo CEO, no lugar de Carlos Tavares, alvo de duras críticas internas.

Lancia Ypsilon HF

Lancia Ypsilon HF

Foto de: Lancia

Para os fãs, o novo Delta Integrale tem um peso enorme. Mesmo com a história rica da Lancia, o Delta Integrale é, de longe, o mais adorado por quem vibra com ralis. Se vai estar à altura da lenda? Ainda é cedo para saber, mas as expectativas são altas.

Compartilhe este artigo
Envie seu flagra! flagra@motor1.com