Audi recua e admite que carros a gasolina podem continuar por mais tempo
Fabricante alemã é mais uma que revisa planos sobre eletrificação e altera metas para transição total
Seguindo tendência já verificada em marcas de renome como Ford, Porsche, Mercedes-Benz e Chevrolet, a Audi também reconhece que deverá revisar seus planos iniciais sobre projetos de eletrificação. Em entrevista concedida à revista Top Gear, o CEO da empresa, Gernot Döllner, admitiu que veículos equipados com motores a combustão poderão continuar em oferta além da data limite previamente programada.
Segundo Döllner, a Audi deve pensar estrategicamente e permanecer "flexível" em relação ao que pode acontecer no curto e médio prazos. O executivo fez a declaração no contexto de uma possível decisão da União Europeia sobre adiar a proibição da comercialização de carros novos movidos a combustíveis fósseis. "Teremos que nos adaptar rapidamente. Somos flexíveis", disse quando questionado sobre mudanças na legislação.
Audi S5 2025 e Audi S5 Avant 2025
A correção de rota é bastante significativa, especialmente por conta da aposta inicial da Audi nos EVs. Ainda em 2021, a marca foi pioneira ao anunciar que faria a transição para veículos exclusivamente elétricos até 2033. Com tantas mudanças pelo caminho, inclusive desaceleração nas vendas de EVs, a estratégia agora parece ser outra. Não por acaso, Döllner confirmou que ampliará a oferta de versões híbridas plug-in para toda a gama.
O executivo reconheceu que trens de força a gasolina parcialmente eletrificados permanecerão em linha por mais tempo do que o planejado, já que a transição para EVs puros não está progredindo tão rapidamente quanto o previsto originalmente.
Já no longo prazo, a empresa de Ingolstadt segue apostando nos elétricos como único caminho possível para descarbonização. "A legislação agora diz que o carro tem que ser localmente livre de emissões. Se nós, como humanidade, acreditamos que precisamos de uma mudança na emissão de CO2 – e olhamos para o clima, temos que mudar – a única maneira é o carro a bateria. O Acordo de Paris diz que precisaremos de neutralidade de CO2 em 2050", disse Döllner.
Fonte: Top Gear
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