Se você quiser mais uma prova de que os filmes não são reais, basta ouvir Craig Lieberman, consultor técnico dos dois primeiros filmes da franquia Velozes e Furiosos. Ele abre a cortina para revelar a mágica do cinema que faz com que todos aqueles carros legais pareçam muito mais rápidos do que realmente são, mostrando o quanto muitos deles eram rápidos ou lentos nos dois primeiros filmes.

O Mitsubishi Eclipse de Brian, protagonista do primeiro filme da franquia, parecia ser capaz de cumprir a arrancada em 402 metros (quarto de milha) em um tempo de 10 segundos. Na verdade, só tinha cerca de 125 cv de potência com seu motor 2.0 de quatro cilindros, naturalmente aspirado e ligeiramente modificado. O carro precisou de nove segundos para atingir 96 km/h (60 mi/h) no mundo real e completou o quarto de milha em abismais 16 segundos.


O Volkswagen Jetta de Jessi foi construído para ser um carro de exposição, com apenas 150 cavalos de potência e um tempo de 10 segundos de 0 a 96 km/h. Levou 18 segundos para terminar o quarto de milha, mas os veículos nunca precisaram ser rápidos para as filmagens. Lieberman revela que 90% das acrobacias de carros em filmes acontecem abaixo de 100 km/h. As manobras que exigem velocidades ainda mais altas foram controlados remotamente para atingir essas velocidades. A edição, a mixagem de som e outros truques ajudam a criar a ilusão de velocidade para os espectadores.

No entanto, alguns dos carros realmente eram muito potentes. O Mazda RX-7 de Dominic Toretto no primeiro filme da série tinha 305 cv de potência e conseguia atingir tempos de 0 a 96 km/h na faixa de 5 a 6 segundos. O Nissan GT-R R33 de Leon no primeiro Velozes e Furiosos também era rápido, atingindo um tempo de 10 segundos no quarto de milha no mundo real.

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