O agravamento dos casos de infectados pelo COVID-19 na Argentina, juntamente com o atraso no plano de vacinações, levou o presidente Alberto Fernández a anunciar uma nova quarentena para o país na noite da última quinta-feira (20), com a duração de nove dias.

A decisão impacta diversos setores da economia, desde campeonatos de futebol até o setor automotivo, que volta ao cenário de março de 2020, com o fechamento de fábricas de veículos, empresas de autopeças e concessionárias.

De acordo com o portal Autoblog Argentina, o Governo declarou que as atividades econômicas poderão retornar a partir do dia 31 de maio até 11 de junho com restrições de circulação entre 20h e 6h da manhã.

As oficinas mecânicas, lojas de peças, pneus e postos de gasolina ficarão abertos, mas apenas para servir veículos do "pessoal essencial", autorizados a circular pelo Governo.

“Estamos tendo o maior número de casos e mortes e, além do que cada um pensa, devemos assumir a seriedade deste momento”, disse Fernández. “Ninguém tem o direito de querer aproveitar quando devemos nos unir para superar esta catástrofe que atinge a humanidade".

A nova decisão do presidente se contrapôs à outra medida tomada em abril deste ano, quando o próprio governo argentino decretou que as empresas e indústrias automotivas deveriam produzir com capacidade total. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, e ainda previa uma punição para as montadoras que não cumprissem a ordem.

Fábrica de Pacheco - Ford Argentina
Fábrica de Pacheco - Ford Argentina

Recentemente, a filial da Ford na Argentina anunciou a preparação da fábrica para a preparação da nova picape Ranger de 2023, que será montada na fábrica de Pacheco. Foram investidos cerca de US$ 580 milhões para a reestruturação da planta, com obras de infraestrutura para a instalação de uma nova linha de prensas de alta velocidade, incluindo trabalhos de terraplenagem, fundações e elevação dos telhados existentes.

Além da Ford, outra fabricante que havia anunciado os planos de montagem de seus veículos no país é a Chery. O presidente da empresa, Yin Tongyue, anunciou o interesse em implementar a fabricação de carros elétricos na Argentina, entretanto, não deu muitos detalhes sobre valores a serem investidos, local de produção ou mesmo quais carros elétricos seriam produzidos.

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