Crossover será o carro mais exportado da fabricante no país, chegando a maior parte da América Latina e Caribe

O fim da fabricação do Etios para o mercado nacional, anunciado pela Toyota nesta semana, acontece para abrir espaço para o inédito Corolla Cross, aumentando a capacidade de produção do SUV médio. E isso tem um bom motivo, pois a fabricante japonesa tem planos de exportar o utilitário para 22 países da América Latina e do Caribe, como revela Masahiro Inoue, CEO da Toyota América Latina.

Inoue participou de uma live com alguns jornalistas da área de economia e comentou mais sobre como o Toyota Corolla Cross irá mexer com a empresa no Brasil, revelando que o projeto de fazê-lo por aqui já nasceu com uma estratégia forte de exportação. De acordo com o executivo, o Brasil será o maior polo de produção do SUV no mundo, montando mais unidades do que Tailândia e Taiwan.

Galeria: Toyota Corolla Cross 2021

“O Corolla Cross não é produzido na América do Norte ou no Japão, a América Latina será o maior mercado e polo de produção do modelo em todo o mundo. Nossa intenção é desenvolver e fabricar no Brasil produtos para exportação”, disse Inoue durante o bate-papo. No momento, o crossover é oferecido somente na Ásia.

A Toyota ainda faz silêncio sobre sua venda em outros países. Algumas mídias dão como certa sua chegada ao seus respectivos mercados, como Austrália e Estados Unidos, este último com produção no estado do Alabama. A fabricante até teria desistido de montar o Corolla no complexo para abrir espaço para o SUV. Há quem acredite que também chegará à Europa, hipótese reforçada pelo registro do desenho industrial no continente, onde se tornaria uma opção entre o diminuto CH-R e o maior RAV4.

Apesar do plano ambicioso de exportação, Inoue admite que não será possível atingir outros mercados além da América Latina, descrevendo isso como “um sonho difícil de alcançar no momento.” O chefão da Toyota na região culpa os custos elevados de produção no país, o que faz com que seja mais barato para um país como os EUA importar o carro da Ásia do que do Brasil, mesmo que estejamos muito mais próximos fisicamente. Outras marcas já reclamaram do mesmo, como foi o caso da Ford, que importa o EcoSport da Índia ao invés de ter buscado o SUV compacto brasileiro enquanto ainda era feito em Camaçari (BA).

Inoue ainda deu uma perspectiva positiva da Toyota para o Brasil, acreditando que o país pode virar um polo de exportação se o governo trabalhar para aumentar sua competitividade no mercado global, além de ver potencial para aumentar o índice de motorização da população. “Essa é uma combinação rara hoje no mundo, onde a maior parte dos mercados está saturada. Se olhar para o mundo, o Brasil é um dos poucos que tem potencial para crescer muito, por isso a produção de veículos não vai acabar nunca aqui, e se o país trabalhar sua competitividade, pode se tornar um polo de exportação”, conclui o executivo.

O Toyota Corolla Cross será lançado no Brasil no dia 11 de março, com motores 2.0 aspirado de 177 cv e 1.8 híbrido de 122 cv, repetindo a oferta do Corolla com carroceria sedã. Produzido em Sorocaba (SP), o utilitário deve ter preço inicial na casa dos R$ 140 mil, beirando os R$ 190 mil na versão mais cara.

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