Baixa lucratividade do segmento e rigidez das regras ambientais ameaçam compacto

Lançado originalmente em 2010 e renovado em segunda geração em 2018, o compacto A1 pode não ter vida longa dentro da gama Audi. Pelo menos foi o que sugeriu recentemente o chefe da marca, Markus Duesmann, durante entrevista concedida à revista britânica Autocar. Segundo o executivo, a empresa discute internamente a permanência no segmento de entrada e, diante disso, o A1 pode não seguir adiante.

“Estamos discutindo o que faremos com os segmentos de acesso”, disse Duesmann. “Na categoria do A1, temos algumas outras marcas [dentro do grupo Volkswagen] que atuam com muito sucesso e possuem produção muito alta. Por isso questionamos o A1 no momento", completou. Entre as marcas citadas pelo executivo, destaque para a própria Volkswagen com o Polo, a Seat com o Ibiza e Skoda com Fabia - todos, assim como o A1, feitos sobre a mesma plataforma.

Galeria: Audi A1 Sportback 2019

Ao mesmo tempo, Duesmann garantiu que a Audi seguirá adiante com outros modelos considerados de acesso, mas do segmento de SUVs (mercado pra lá de aquecido e bastante lucrativo). “Certamente continuaremos oferecendo o Q2 e similares”, disse em referência ao crossover. “Esse pode ser o novo nível de entrada para nós; podemos não fazer nada menor", explicou.

As razões para o possível fim do A1 não foram detalhadas, mas aspectos como baixos índices de lucratividade da categoria e regras anti-poluição cada vez mais rígidas certamente pesam contra o modelo. No Brasil, o compacto foi vendido até 2018, ainda na primeira geração. A segunda nunca aportou por aqui, apesar de ser oferecida em mercados vizinhos, como a Argentina.