Modelo amarga vendas em queda e sofre com encolhimento do segmento

Apesar de considerado um dos modelos mais emblemáticos do portfólio da Dacia, o Logan provavelmente não vai durar muito tempo em oferta nas concessionárias da marca na Europa Ocidental. Conforme explica reportagem recente do site AutoNoción, há grandes chances de o sedã deixar de ser comercializado no principais países da União Europeia na próxima geração, encerrando uma carreira de quase 20 anos.

A despedida, segundo informado, tem relação direta com as vendas em queda e o encolhimento do segmento como um todo. Em 2019, por exemplo, o Logan vendeu no mercado europeu cerca de 61.304 unidades (somando sedã e perua), enquanto o irmão Sandero sozinho emplacou 223.186 exemplares. No acumulado deste ano até julho foram entregues 15.863 unidades, contra 67.113 do irmão hatchback.

Galeria: Dacia Logan GLP 2018

Diante disso, não seria viável para a Dacia investir nas adaptações necessárias para vender a nova geração na Europa, principalmente por conta dos gastos com segurança e enquadramento nas rígidas normas anti-poluição. Até mesmo o modelo atual já começa a se despedir, tendo sido descontinuado em mercados como França, Reino Unido e Alemanha. Aparece ainda em oferta apenas em Portugal e Espanha.

Apesar da saída da Europa, o Logan terá uma nova geração (inclusive já flagrada em testes) e seguirá normalmente à venda em outros mercados, como Brasil, Argentina e Colômbia (onde adota o logotipo da Renault), além da terra natal Romênia e demais países do leste europeu (onde é comercializado com o emblema da própria Dacia). A perua MCV é que não terá nova geração e provavelmente será substituída por um SUV compacto abaixo do Duster.

O Sandero, por sua vez, também será completamente renovado e já circula em testes indicando desenvolvimento adiantado. Chegará ao Brasil em 2022, junto com o sedã, para substituir a linhagem atual.