Versão esportiva manteve o motor 2.0 turbo, mas o torque máximo subiu para 38,4 kgfm

O Hyundai Veloster ficou marcado no Brasil por seus comerciais dizendo que era um esportivo, mas usando o mesmo motor 1.6 de 126 cv do HB20. Mas este tempo ficou para trás, principalmente após a chegada do Veloster N, versão preparada do hatch de três portas, agora na linha 2020. A variante de alta performance acabou não recebendo o motor 2.5 que os rumores diziam, mas ao menos recebeu uma nova transmissão de dupla embreagem.

Estamos falando da nova caixa DCT da Hyundai, feita pela divisão esportiva N, com 8 marchas e dupla embreagem banhada em óleo. Ela foi desenvolvida para lidar com um torque mais alto e trocas rápidas de marcha - no material de imprensa, a Hyundai fala sobre querer arrancar sorrisos de quem dirigir o carro.

Galeria: Hyundai Veloster N DCT 2020

De fato, a nova transmissão DCT do Veloster N permitiu que o hatch tivesse um aumento no torque, de 35,9 kgfm para 38,4 kgfm. O motor ainda é o 2.0 turbo de quatro cilindros, que gera 252 cv, ou 278 cv na versão com o pacote Performance.

De acordo com a Hyundai, o aumento do torque vem de algo chamado N Grin Shift (NGS), que permite o uso de um overboost no turbo e aumentar a resposta da transmissão por 20 segundos. A nova caixa vem com outras duas tecnologias, chamadas N Power Shift e N Track Sense Shift, ambos controlando as trocas de marcha dependendo da situação.

Todas essas tecnologias são controladas através da central multimídia com tela de 8", que utiliza um sistema de som da JBL.

Para combinar com a nova transmissão, o Veloster desenvolvido em Nürburgring tem como opcional bancos concha especiais. Além de serem 2 kg mais leves, eles tem o logo da marca no encosto de cabeça e que pode ser iluminado. O Hyundai Veloster N 2020 começará a ser vendido na Coreia do Sul neste mês, chegando em outros mercados nos meses seguintes. Infelizmente, não veremos o carro de novo no Brasil, já que a Hyundai-Caoa, importadora oficial da marca, desistiu até mesmo do i30 e o segmento de hatches médios está praticamente morto no nosso país.