Executivo ainda diz que futuro dos V8 e V12 dependerá das normas de emissão na Europa

A nova era dos veículos eletrificados trouxe um desafio muito grande para a indústria automotiva. Os investimentos necessários para continuarem competitivas nos novos tempos são enormes e costumam ser tratados de duas maneiras: ou as fabricantes consolidam e aumentam a sinergia entre modelos, ou cortam custos com reduções de seus portfólios e quantidade de motores. A Mercedes-Benz parece ter escolhido a segunda opção.

“Estamos revendo nosso portfólio de produtos, especialmente por anunciarmos tantos carros puramente elétricos", comentou Markus Schafer, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Mercedes-Benz, em entrevista à revista Autocar. “Saber a complexidade depois de crescer nos últimos dois anos significa que estamos definitivamente revendo nossa linha atual. A ideia é otimizar, tirando variantes de um mesmo carro, plataformas, motorizações e componentes."

Schafer não especificou quais modelos sairão de linha, mas ele comentou sobre Classe G, SL, AMG GT e Classe S como veículos que usam plataformas próprias. "No futuro, nós teremos a mesma arquitetura para vários carros e você verá o resultado em breve", ele disse, sugerindo que a marca deve investir no uso de uma base modular que sirva para vários modelos de uma vez só.

Enquanto o chefe de P&D da Mercedes não revelou detalhes exatos sobre o futuro dos motores V8 e V12, ele explicou que tudo dependerá dos requisitos das normas de emissões Euro 7. "O plano é manter o V8 e o V12", diz Schafer, "mas motores de quatro cilindros farão mais sentido do que um V12."

Em novembro do ano passado, a Mercedes deu indícios de que ainda iria manter o V12 em linha nos seus carros mais caros. A boa notícia foi compartilhada por Ola Källenius, chariman da Daimler, que não deu mais detalhes. O mais provável é que o motor de 12 cilindros comece a sumir das versões AMG, porém não há uma confirmação do que acontecerá.

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