Região reconhecida como ponto zero da epidemia que já deixou mais de 80 mortos

Além de afetar diretamente o mercado financeiro ao derrubar importantes bolsas de todo o mundo, o avanço do chamado coronavírus começa a impactar também a produção de automóveis. Prova disso é a recente decisão do grupo PSA de retirar seus funcionários da região de Wuhan, na China, reconhecida como ponto zero da epidemia que já deixou mais de 80 mortos. Ao todo, cerca de 38 pessoas, todas de nacionalidade francesa, serão evacuadas e repatriadas com colaboração das autoridades chinesas e do consulado francês. Os indivíduos passarão por um período de quarentena na região de Changsha e, eliminados os risco de contaminação, serão levados para casa. Além disso, a PSA também tomará medidas ao lado de Dongfeng, sua parceria local, a fim de cuidar dos funcionários chineses.

Galeria: PSA e FCA - Fusão

Grandes empresas francesas mantém empreendimentos importantes na região de Wuhan, que possui laços históricos com a França. Só o grupo PSA, por exemplo, tem três fábricas operadas em parceria com a Dongfeng Motors. Há ainda plantas pertencentes à Renault e outras empresas de grande porte como Valeo e Faurecia.

Na semana passada, um porta-voz da Renault disse à Autonews Europe que a fábrica de Wuhan estava fechada em virtude das comemorações do Ano Novo Chinês e que ainda estava analisando a situação no que diz respeito ao pessoal local.

Desde o final de dezembro, a Organização Mundial da Saúde foi alertada sobre vários casos de pneumonia em Wuhan causados por um vírus desconhecido. A nova patologia acabou sendo identificada como coronavírus e desde então tem se espalhado rapidamente por todo o mundo. Até agora, os esforços para conter a disseminação mostraram-se pouco eficazes e casos confirmados já forma registrados nos EUA, Canadá, Austrália, França e vários países asiáticos.