Manobra facilitaria negociações com a Fiat-Chrysler, mas depende de aprovação do governo francês

Apesar do recuo anunciado em junho por conta de supostas intempéries políticas, a tão comentada fusão negociada entre a Renault e o grupo FCA ainda tem chances reais de acontecer. Conforme relata nesta semana reportagem do The Wall Street Journal, a Renault está discutindo internamente com a Nissan uma possível redução de sua participação na empresa japonesa, atualmente em cerca de 43,4%. A ideia é reequilibrar a aliança global mantida há décadas e, ao mesmo tempo, ajudar na retomada das negociações com a FCA. O plano, porém, ainda precisa da aprovação do governo da França, que controla 15% da Renault.

Galeria: Renault Captur 2020 (Europa)

A relação entre a Nissan e a Renault tem sofrido sérios abalos nos últimos ano porque, apesar de ser maior, a Nissan detém participação de apenas 15% na Renault - e sem direto a voto em decisões importantes. Diante disso, os japoneses acreditavam que uma fusão entre a Renault e a FCA poderia enfraquecer ainda mais sua influência na aliança, o que os levou a negar apoio ao negócio. O governo francês esperava convencê-los a mudar de ideia, mas antes disso a FCA decidiu declinar da proposta de fusão. Agora, a ideia é retomar as conversas e, dessa vez, contar com o fundamental apoio dos executivos de Tóquio.

Oficialmente, nenhum lado comentou a matéria até o momento, mas tudo indica que um memorando de entendimento sobre a nova estrutura da aliança será assinado em setembro. Até lá o namoro certamente será retomado. Prova disso é que o CEO da FCA,  Mike Manley, já voltou a fazer elogios ao negócio: “é uma grande oportunidade para nós. E acreditamos que é uma oportunidade muito boa para a Renault”.

Fonte: The Wall Street Journal