Fabricante diz que "não há condições políticas" para que o estado francês permita o acordo

Após tanta discussão na última semana sobre a possível fusão de Fiat-Chrysler e Renault, a FCA anuncia que cancelou a proposta imediatamente. Em um comunicado enviado à imprensa, a fabricante diz que "continua convicta que a razão transformativa e atraente da proposta foi muito apreciada desde que foi apresentada, a estrutura e os termos foram balanceados cuidadosamente para entregar benefícios substanciais para todas as partes. Porém, ficou claro que as condições políticas na França não existem no momento para que esta combinação prossiga com sucesso."

A natureza exata destas "condições políticas" não estão claras, mas é aqui que a trama fica interessante. A Renault publicou um comunicado pouco antes do anúncio da FCA, dizendo que sua diretoria "não foi capaz de chegar a uma decisão por conta de um pedido dos representantes do estado francês para adiar a votação para uma reunião posterior." As razões atrás deste adiamento são desconhecidas. Porém, em seu comunicado, a Renault diz que os diretores continuam a avaliar a proposta da FCA. Então parece que este rompimento na negociação foi unilateral.

Todo o caso FCA-Renault deixou muita gente pensando sobre o que iria acontecer, ainda mais que a Renault estava trabalhando em uma possível fusão com Nissan e Mitsubishi. Rumores sobre uma negociação com a FCA surgiram em março e diziam que Renault e Nissan fariam sua fusão primeiro antes de procurar a Fiat-Chrysler. Acredita-se que a proposta feita pela empresa italiana não incluía Nissan ou Mitsubishi em um primeiro momento, embora a FCA tenha agradecido a ambas as fabricantes por "sua participação construtiva em todos os aspectos na proposta da FCA."

Esta não é a primeira vez que um papo de fusão da Fiat-Chrysler vai parar na internet. A fabricante teria conversado com várias empresas chinesas nos últimos longos, sem falar de rumores sobre uma parceria com a Hyundai. No momento, ao menos por enquanto, parece que a empresa italiana irá seguir sozinha.

Fonte: FCA, Renault