Franceses exigem condições, como garantia de empregos e inclusão da Nissan no negócio

Anunciada no início da semana com grande expectativa para ambas as partes, a tão especulada fusão dos grupos Renault e Fiat-Chrysler será oficialmente decidida na semana que vem. Conforme relata a agência de notícias Reuters, membros da diretoria da gigante francesa se reunirão informalmente para reuniões nos próximos dias e decidirão no início da próxima semana sobre a viabilidade do negócio. Se os entendimentos forem positivos, a expectativa é que seja assinado um acordo não vinculante com a FCA para que proposta de fusão siga adiante. O acordo criaria uma nova companhia, com participação de 50% para cada membro.

Galeria: Renault Arkana 2019

A proposta, vale lembrar, partiu dos ítalo-americanos, que argumentaram junto aos franceses vantagens como a criação do terceiro maior conglomerado automotivo do mundo (menor apenas que Toyota e Volkswagen) e a comercialização conjunta de aproximadamente 8,7 milhões de veículos por ano. "A combinação dos negócios reunirá forças complementares. Criaríamos um portfólio que forneceria cobertura total do mercado com presença em todos os segmentos-chave, desde marcas de luxo/premium como Maserati e Alfa Romeo até bandeiras de baixo custo como Dacia e Lada, além da força de Fiat, Renault, Jeep e RAM, bem como veículos comerciais", disse a FCA.

A Renault prometeu estudar cuidadosamente o acordo e desde já estabeleceu certas condições para seguir adiante. A primeira delas diz respeito à manutenção de empregos na França, sendo esta uma exigência do governo local, que é detentor de 15% das ações da marca. A segunda está relacionada à reserva de uma colocação de destaque do governo francês no conselho administrativo da nova companhia. Além disso, os franceses terão de liderar o desenvolvimento de baterias e veículos elétricos. Por fim, é exigido que a Nissan (parceira histórica da Renault) seja incluída no negócio.

Fonte: Reuters