PSA queria acordo para ganhar força fora da Europa

O Grupo PSA está de olho em empresas com quem possa fazer uma parceria, ou até mesmo comprar e fazer uma fusão. Uma das fabricantes que estavam na mira era a Fiat-Chrysler, negócio que teria sido aprovado até pela família Peugeot. Só que, de acordo com o The Wall Street Journal, a FCA não está interessada em fazer negócios com a empresa francesa e que as conversas foram encerradas.

Segundo a reportagem do WSJ, o Grupo PSA terá procurado a Fiat-Chrysler no início deste ano para conversar sobre a possibilidade de uma união, que foi rejeitada. Os executivos da FCA não gostaram da ideia porque iria aumentar sua exposição na Europa, um mercado que já é maduro e onde ambas tem uma participação forte. O intuito da PSA era encontrar uma fabricante que tivesse força nos Estados Unidos e outros mercados fora do Velho Continente.

Outro motivo para a rejeição da FCA seria a forma como o negócio seria feito. Como a PSA ainda está ajustando o caixa após a compra da Opel, a ideia da empresa era oferecer ações, algo que não agradou a família Agnelli, a maior acionista da FCA.

Apesar do resultado da conversa entre as duas fabricantes, ambas continuam abertas para parcerias com outras marcas. A PSA estaria considerando uma cooperação com a General Motors, aproveitando que o negócio pela Opel foi bem sucedido, e ainda estaria de olho na Jaguar Land Rover – que passa por um momento delicado.

Já a Fiat-Chrysler não se opõe a negócios que poderiam fortalecer a fabricante. Sergio Marchionne, falecido CEO da Fiat, sempre defendeu que a FCA deveria se unir a outra montadora, pois acreditava que o mercado caminha para uma redução na quantidade de empresas. Mike Manley, sucessor de Marchionne, defende que a empresa deve  buscar parceiros, seja em joint-venture ou outras formas de negócio.

Fonte: Automotive News Europe