Problema detectado nos modelos A6 e A7 abre nova etapa do famigerado escândalo Dieselgate

O fantasma do Dieselgate mais uma vez assusta o grupo Volkswagen com a confirmação, por parte da Audi, de novas irregularidades envolvendo pelo menos 60 mil veículos equipados com motores a diesel. Conforme relata a imprensa internacional, a própria marca admitiu a existência de problemas de poluição após a KBA (autoridade de licenciamento de veículos) investigar e descobrir a presença de um "aparelho de manipulação ilegal" nos modelos A6 e A7 - não vendidos no Brasil com esse tipo de propulsor. 

 

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De acordo com a revista alemã Der Spiegel, primeira a divulgar as informações, os carros têm softwares que deliberadamente desaceleram o uso de um fluido especial neutralizador de poluição nos últimos 2.400 km de sua vida útil. O dispositivo evita que os condutores tenham que reabastecer o chamado líquido AdBlue entre as atualizações regulares de serviço, mas acarreta sérias consequências ao meio ambiente. Segundo apurado, a redução do funcionamento do AdBlue diminui drasticamente sua efetividade na neutralização das emissões poluentes de óxidos de nitrogênio do motor, tornando os carros a diesel muito mais poluentes nesse período.

Audi A7 Sportback 2015

Em comunicado, a Audi declarou que ela própria tinha relatado as irregularidades para as autoridades assim que foram detectadas em testes de rotina. "A revelação completa é do nosso maior interesse", disse o CEO Rupert Stadler. Os proprietários serão notificados e os carros receberão uma atualização de software. Os modelos envolvidos são da geração anterior, como mostram as fotos.

Fotos: Divulgação 

Galeria: Audi A6 2017