Acionistas temem que saída do executivo brasileiro enfraqueça pilares da aliança

Apesar da aposentadoria prevista para meados deste ano, o brasileiro Carlos Ghosn não deve deixar assim tão fácil o comando do grupo Renault-Nissan. Conforme relata a agência de notícias Automotive News, o executivo tem alcançado números recordes à frente da empresa e está sendo convencido por acionistas a manter-se no cargo por mais um mandato de 4 anos. A ideia do conselho de administração, encabeçado pelo governo da França, é dar a Ghosn a missão de fortalecer a aliança e preparar um sucessor que seja capaz de manter o ritmo de crescimento.

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O executivo será comunicado dos planos no próximo dia 15 de junho, na reunião anual da empresa, e certamente aceitará a sugestão. Em anúncio oficial, o próprio conselho adiantou o conteúdo do encontro ao revelar que caberá à Ghosn "tomar medidas decisivas para tornar a aliança irreversível" e "fortalecer o plano de sucessão". A França, que detém 15% da Renault, apoiou amplamente as resoluções e pressionou por uma relação mais profunda com a Nissan para garantir que a aliança, que já dura 19 anos, seja capaz de sobreviver à saída de Ghosn no futuro.

Carlos Ghosn Renault Nissan

Nos bastidores, especula-se que a nomeação do francês Thierry Bollore para a direção de operações do grupo seja o prenúncio deste plano de sucessão. Bollore tem 54 anos e iniciou carreira no setor como executivo da Michelin. Está nos quadros da Renault desde 2012, sendo descrito como "adequadamente qualificado para o trabalho" e "guardião mais carinhoso de empregos e interesses franceses".

Fonte: Automotive News

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