Voltado a reduzir consumo, motor mais fraco faz coasting com desligamento total

Na última quarta (9), comentamos por aqui um registro de patente curioso. AToyota havia registrado a ideia de uma transmissão manual voltada a baixo consumo. Entre outras coisas, ela permitia o "coasting" com transmissões manuais, algo que só era feito, até hoje, como modelos automáticos ou automatizados. Era, já que a Volkswagen apresentou hoje um jeito prático de fazer isso também com modelos manuais. Tudo graças a uma nova versão do motor 1.5 TSI Evo, que pode ser desligado com o carro rodando. Pode parecer loucura, mas o novo sistema de "coasting" é, isso sim, surpreendente.

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O novo motor, que também tem turbina de geometria variável e ciclo de combustão Miller, além de desligamento de cilindros, gera 130 cv e 20,4 kgfm, contra 150 cv e 25,5 kgfm do que já está no Golf reestilizado. A potência mais baixa provavelmente se deve ao foco total em economia. É no Active Cylinder Management, ou gerenciamento ativo de cilindros, que mora seu segredo para a nova função. Ele não desliga apenas 2 dos 4 cilindros do motor quando eles não são necessários. Pode desligar todos, desde que em condições de pouca exigência, como retas ou descidas. As mesmas em que muita gente ainda adota a prática perigosa da banguela. "Coasting", se você preferir chamar a função deste modo, é uma banguela gourmet. Sem o risco de ficar sem o controle do carro, por exemplo.

Normalmente, essa função é feita desacoplando a transmissão do motor e deixando as rodas "livres". Desligar o motor nunca foi uma opção até aqui porque isso que poderia comprometer completamente a dirigibilidade. Não no caso do novo 1.5 TSI Evo.

 

Volkswagen revela inédito motor 1.5 TSI com turbo de geometria variável

 

O Active Cylinder Management gerencia todo o processo. Como? Não fazemos ideia, mas ele provavelmente conta com a ajuda do sistema stop-start, que tem um alternoarranque para religar o motor no para-e-anda das grandes cidades. Só que, como o carro já está em movimento e engatado, ele teoricamente pegaria "no tranco", bastando voltar a injetar combustível para o motor acordar. A mágica do processo é o que a Volkswagen ainda não revelou, certamente para não dar ideia aos concorrentes.

Enquanto o 1.5 TSI Evo está desligado, uma bateria auxiliar de íons de lítio alimenta todo o sistema elétrico, inclusive a direção elétrica, a velocidades de até 130 km/h. Tudo enquanto o "coasting" opera, sempre em condições muito específicas, em que a inércia ajuda a economizar. Qualquer mudança, como pisar mais forte no acelerador ou nos freios, religa o motor.

 

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Entre 1.400 rpm e 3.200 rpm, com velocidades mais altas, o Active Cylinder Management faz o mesmo que nos outros modelos em que ele já está presente: desliga dois cilindros, o que reduz bastante o consumo e as emissões de poluentes. Com isso, o Golf deve ter um rendimento entre 20 km/l e 21 km/l, dependendo da especificação, que é traduzindo em uma emissão de CO2 variando entre 110 e 116 g/km.

Disponível na Alemanha, o VW Golf com motor 1.5 TSI de 130 cv parte de 23.725 euros para o hatchback e 25.775 euros para a perua. Enquanto isso, o Golf nacional deve ser reestilizado em breve. Já flagramos a linha inteira do carro em testes pelo Brasil, sem nenhuma camuflagem. A má notícia é que não virá com o 1.5 TSI por questões de custo, seguindo com o 1.4 TSI de 150 cv produzido em São Carlos (SP) e a transmissão automática Tiptronic de 6 marchas.

Colaborou Nicolas Tavares

Fotos: divulgação

Volkswagen Golf 2017 - facelift