Montante custeará produção de veículos derivados da plataforma CMP a partir de 2019, com provável exportação para o Brasil

Chefão da PSA na América Latina, o executivo Carlos Gomes confirmou nesta semana o investimento de US$ 320 milhões na Argentina pelos próximos três anos. O montante será aplicado na ampliação da fábrica de El Palomar, localizada nos arredores de Buenos Aires. Ainda que isso aparentemente não nos interesse, esse dinheiro será investido para viabilizar a produção de uma nova família de compactos. Em outras palavras, para substituir os atuais Citroën C3 e Peugeot 208, atualmente fabricados em Porto Real, no Rio de Janeiro.

Isso indica uma mudança de estratégia radical. A Argentina sempre foi considerada como um produtor de modelos médios dentro do grupo, como os Peugeot 308 e o 408 e o Citroën C4 Lounge. Ao Brasil, se reservava o fornecimento dos compactos que já citamos, além do Citroën Aircross e do Peugeot 2008. Se a Argentina passará a produzi-los, o que restará à planta de Porto Real fabricar? Em entrevista à Automotive Business, Carlos Tavares, presidente mundial da PSA, disse que só investiria no Brasil quando a operação voltasse a dar lucro... 

Detalhes sobre o projeto ainda são desconhecidos, mas tudo indica que os novos modelos serão derivados da plataforma CMP, sigla de Common Modular Platform. Substituta da atual plataforma PF1, ela é modular, assim como a EMP2, e será usada tanto pelo grupo na Europa quanto pela chinesa Dongfeng. A empresa ajudou a PSA no desenvolvimento (daí o termo "Common", que significa comum).

Considerada versátil, a CMP foi idealizada para se adaptar a uma variedade de carrocerias, desde subcompactos até SUVs e modelos médios de entrada, algo como um Sandero ou um Logan da PSA. Também será apta a ser usada por elétricos e híbridos. Os primeiros modelos devem sair da fábrica a partir de 2019 e tudo indica que serão exportados para o Brasil. A conferir.

Foto: divulgação