Depois do dieselgate, legislação ficou mais rígida e homologação mais rigorosa

Em entrevista concedida nesta semana à imprensa norte-americana, o CEO Herbert Diess confirmou que a Volkswagen deixará definitivamente de vender carros a diesel nos Estados Unidos. Até então se imaginava que a marca voltaria a investir no segmento depois que o escândalo do dieselgate fosse esquecido, mas o executivo garantiu que a chamada tecnologia TDI não seguirá adiante no país.

Descoberto há pouco mais de um ano, o escândalo atingiu em cheio a imagem da Volkswagen e deve gerar, só nos EUA, prejuízos de US$ 14,7 bilhões entre multas e compensações. Mais de 11 milhões de veículos vendidos em todo o mundo foram equipados com um dispositivo capaz de manipular os níveis de emissões de gases, ferindo diretamente as legislações ambientais de vários países.

Mercedes GLK BlueTec

Mercedes-Benz no mesmo caminho

Apesar de não ser acusada de fraudes do tipo, a Mercedes avalia a possibilidade de seguir o mesmo caminho e deixar de oferecer carros a óleo para os norte-americanos. A marca alega que depois do dieselgate os processos de homologação ficaram mais rígidos, o que dificulta o lançamento de novos modelos. “Temos que olhar para isso e entender se faz sentido oferecer carros a diesel no futuro", disse Matthias Luehrs, vice-presidente de vendas nos EUA.

Volkswagen Jetta TDi