Volta Rápida: Mais conectados, novos Onix e Prisma surpreendem pelo consumo

Volta Rápida: Mais conectados, novos Onix e Prisma surpreendem pelo consumo
Quando o Onix e Prisma chegaram, em 2012, talvez nem a GM imaginasse que o hatch se tornaria o carro mais vendido do Brasil, e o sedã o líder do segmento. Com visual acertado, bom espaço interno e um nível de dirigibilidade acima do que a marca oferecia até então, ambos caíram no gosto do consumidor brasileiro. No entanto, o calcanhar de Aquiles da dupla sempre foi o consumo dos motores 1.0 e 1.4 - tanto que a expressão "nota do Inmetro" passava longe de qualquer informação sobre o carro. Na linha 2017, a história mudou completamente: visual renovado, mais tecnologia, motores otimizados e nota A de eficiência energética agora são motivos de orgulho tanto para o Onix quanto para o Prisma. Bora conhecê-los?
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O que são?

A atualização de meia-vida do Onix e Prisma foi além de um tapa no estilo, contemplando também modificações no conjunto mecânico, estrutura da carroceria e conectividade. A Chevrolet optou por mostrar neste primeiro momento apenas as versões LT e LTZ dos dois modelos, reservando para o começo de agosto as novas versões de entrada.
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Para começar, o visual ganha uma nova grade bipartida na dianteira, muito parecida com a do Cruze, além de novos faróis (que incluem assinatura com filete de LED na LTZ) e para-choque. O capô agora avança mais para cobrir a nova grade e, graças aos seus vincos, dá a sensação de que a frente cresceu e ficou mais baixa. Na lateral, apenas as rodas são novas. Na traseira, o Onix recebe lanternas levemente redesenhadas (com uma das pontas mais esticada) e nova assinatura de iluminação noturna, enquanto o para-choque traz uma moldura em plástico na parte inferior que confere um ar mais esportivo. Já no Prisma, a novidade mais marcante é a tampa traseira com uma espécie de aerofólio integrado que, olhando de perfil, remete ao estilo sedâ-cupê dos irmãos Cruze e Malibu (não vendido por aqui).
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Por dentro, a ergonomia dos puxadores das portas dianteiras foi corrigida com a adoção de um novo formato horizontal, além da área de contato com a pele receber tecido. No entanto, outros pontos permanecem como eram, caso do ajuste de altura do banco do motorista feito por uma roldana que movimenta apenas o assento. O mesmo vale para os comandos de ajuste dos retrovisores, que continuam lá na frente na coluna A, afastados do motorista. Questão de gosto, a posição de dirigir continua bem elevada. Nas duas configurações, há novo grafismo do quadro de instrumentos, sistema multimídia MyLink de segunda geração (com Apple CarPlay e Android Auto), comandos do sistema de ventilação otimizados, bancos com espuma de nova densidade e novos revestimentos. Há também detalhes em ptero brilhante no volante e no console central, além da tampa do porta-luvas com o logo Chevrolet e porta-óculos no console de teto.
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Apesar das melhorias, os itens de segurança ficaram apenas no que é obrigatório. No banco traseiro, o passageiro do meio terá que viajar com cinto de segurança abdominal e sem o encosto de cabeça. O sistema Isofix de fixação de cadeirinhas infantis também não está disponível em nenhuma versão. O mesmo vale para os sistemas de controle de tração e estabilidade, já oferecido pela concorrência, mas indisponível na linha Onix e Prisma.

Como andam?

Antes de começar, não, ainda não foi desta vez que a dupla de compactos da GM trouxe motor de 3-cilindros. Sempre que questionávamos isso, a engenharia da GM dizia que o motor era responsável por cerca de 40% do consumo de combustível, e o restante do carro em si respondia por 60%. Então, foi isso que o desenvolvimento da linha 2017 priorizou: além de melhorias nos atuais motores, otimizou o carro como um todo. Tudo que poderia ser feito para melhorar a eficiência de consumo de combustível foi feito. Todas as versões ganharam direção com assistência elétrica, melhor coeficiente aerodinâmico, câmbio manual de seis marchas (sendo a sexta alongada para priorizar o consumo) e a transmissão automática de seis marchas foi atualizada para a terceira geração. Fora isso, mais de 100 peças foram revisadas com o objetivo de reduzir peso, a carroceria e a estrutura receberam ligas de aço de alta resistência (mais leves), painéis foram adicionados na parte debaixo do carro para diminuir o arrasto aerodinâmico (melhora de 5% no Onix e 8% no Prisma) e os pneus foram substituídos pelos de baixa resistência ao rolamento (os chamados pneus verdes). Em relação aos motores, o conjunto de pistões, bielas e anéis foi redesenhado e ficou 5% mais leve, enquanto os anéis de pistão são de baixo atrito, o tipo de óleo lubrificante agora é de baixa viscosidade (0W20) e o módulo eletrônico de gerenciamento é novo, com processador 40% mais rápido e memória quatro vezes maior. O sistema de arrefecimento também foi renovado, trazendo trocadores de calor mais modernos e menor quantidade de líquido refrigerante, o que deixou todo o sistema mais silencioso e leve. O sistema de gerenciamento de energia elétrica tem monitoramento contínuo da bateria e utilização otimizada do alternador. Para completar, Onix e Prisma receberam recalibração da suspensão, agora 10 mm mais baixa, além de novos cubos de roda e barra estabilizadora.
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O resultado de todas estas mudanças foi: redução de 32 kg no peso total do Onix e de 33 kg no Prisma, números que representam a mesma redução caso motores menores de 3-cilindros fossem adotados. Mas o que vai chamar mesmo a atenção do consumidor é a nota A no selo Conpet de eficiência energética do Inmetro. Depois de tudo explicado, melhor conferir na prática. A Chevrolet escolheu cidades da serra gaúcha para o test-drive de lançamento. Começo a bordo do novo Prisma 1.4 automático, com quatro ocupantes a bordo. Por dentro, as mudanças são sutis e exigem um pouco de atenção para serem encontradas. Mas o que interessava mesmo era saber como a Chevrolet conseguiu a nota A de consumo. De cara, a direção elétrica dá o tom do upgrade dinâmico. Além de ser mais leve, não rouba potência do motor. Rodando em trecho urbano, o câmbio automático de nova geração se mostra mais ágil do que o anterior (que já era bom), mas o destaque maior fica para a suavidade do motor. Mais liso, parece que passou uma temporada na academia, pois agora parece girar mais livre nas saídas sem reclamar tanto. A condução também ficou mais linear, precisa, e sem aquela sensação de que o propulsor estava esgoelando. Claro que não tem o mesmo vigor dos melhores 1.6 dos rivais, mas saltou de uma condição mediana para aceitável. No entanto, em retomadas falta fôlego para ganhar velocidade, sendo necessário pisar fundo para reduzir as marchas e embalar novamente.
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Fato é que rodando entre 80 e 100 km/h, nas vias periféricas, o computador de bordo indicava impressionantes 17 km/litro (estava abastecido com gasolina). A 120 km/h, o consumo oscilava na casa dos 15 km/l. Sim, o Prisma 1.4 com câmbio automático de seis marchas, quatro pessoas a bordo e ar-condicionado ligado constante (para evitar o embaçamento do para-brisa) nos deu essas médias. Além do motor mais liso, contribui também para este resultado a sexta marcha com overdrive real, ou seja, rodando a 120 km/h o motor gira na faixa dos 3.000 rpm - uma redução de 700 rpm em relação ao ajuste anterior. Isso, além da economia, significa também mais conforto acústico dentro da cabine, embora o barulho de rolagem dos novos pneus verdes se faça presente no interior do carro. O novo acerto da suspensão melhorou a sensação de ter o carro na mão em velocidades mais elevadas. Para quem gostava da dirigibilidade dos modelos atuais, os novos entregam mais precisão. Mesmo em curvas rápidas, ambos se comportam bem, transmitindo segurança ao condutor com inclinação moderada da carroceria - reflexo do conjunto ter ficado 10 mm mais baixo. No fim das contas a Chevrolet escolheu a cartilha de consumo, mesmo com motores datados, para acertar a dupla. Mostrou-se capaz de tirar leite de pedra.
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Nesta ocasião, a Chevrolet não colocou à disposição as versões equipadas com motores 1.0, reservando os detalhes para uma apresentação à parte que fará no início de agosto. CARPLACE trará todas as informações e impressões.

Quanto custam?

Depois do "efeito MyLink" no primeiro Onix, praticamente todos os concorrentes já oferecem uma central multimídia. Agora, além de atualizar a dupla com o MyLink2, que traz botões físicos e conexão Apple CarPlay e Android Auto, a Chevrolet salta novamente na frente no quesito conectividade ao adicionar o sistema OnStar com mais serviços em ambos. Um deles é o serviço de diagnóstico, que por meio de um aplicativo traz informações adicionais do veículo, como a quilometragem total percorrida e a pressão dos pneus, assim como o auxílio na recuperação veicular em caso de furto ou roubo por meio de monitoramento e consequente bloqueio do motor. Mesmo sem um navegador nativo, o sistema também pode receber orientações de navegação por setas e/ou instruções de voz na tela, embora não apareça o mapa. Para usá-lo, basta pressionar um botão no retrovisor interno e interagir com um atendente na central de atendimento. Em caso de acidente, sensores espalhados pela carroceria são capazes de identificar anormalidades e o sistema pode automaticamente alertar o Centro de Atendimento. Profissionais capacitados fazem então a análise da ocorrência e, caso não consigam contato com algum dos ocupantes, solicitam automaticamente que uma equipe de resgate vá até o local. O pacote de itens de série presentes em todas as versões (partindo da LT) não decepciona. Estão presentes o OnStar com pacote Safe (Diagnóstico, App/Web e Segurança), ar-condicionado, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos com função um toque, painel com velocímetro digital, bússola e alerta de mudança de marcha, sistema de áudio com Bluetooth e entrada USB, chave tipo canivete com controle remoto das travas e vidros elétricos, faróis com máscara negra, banco do motorista e cintos de segurança dianteiros com regulagem de altura, porta-revista no dorso do assento do carona, limpador e desembaçador traseiro, espelho nas sombreiras, sistemas antifurto, aviso sonoro para não afivelamento do cinto de segurança, rodas de aço aro 14 com novas calotas, freios ABS e airbag duplo. Com estes itens, o Onix LT 1.0 2017 custa R$ 44.890, acréscimo de R$ 1.500 em relação ao modelo 2016. Com o MyLink 2, o preço sobe para R$ 46.290.
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O Prisma parte apenas da versão 1.4 LT por R$ 53.690, enquanto o Onix 1.4 LT sai por R$ 49.590. Além dos itens já listados, inclusive com MyLink 2, a motorização maior acrescenta coluna de direção com regulagem de altura, sensor de estacionamento traseiro com auxílio gráfico, adesivo da coluna B e rodas aro 15 com novas calotas. Com câmbio automático, o Prisma 1.4 LT sai por R$ 58.990, enquanto o Onix 1.4 LT AT sai por R$ 54.790.
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Já a versão LTZ de ambos adiciona detalhes internos e externos cromados, computador de bordo com cinco funções (consumo médio, velocidade média, autonomia, temperatura externa e cronômetro), vidros traseiros elétricos com função "um toque", bancos com revestimento premium e tecido de alto relevo, retrovisores externos com ajuste elétrico, farol com superfície interna cromada e LED, faróis de neblina, rodas de alumínio de 15 polegadas e OnStar com o pacote Exclusive (Diagnóstico, App/Web, Segurança, Emergência, Concierge e Navegação). Nesta configuração, o Onix 1.4 LTZ manual sai por R$ 54.490 e o automático, R$ 59.790. O Prisma 1.4 LTZ custa R$ 58.690 com câmbio manual e R$ 64.690 com a transmissão automática.
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Vale a pena? Bem, se a dupla já era a mais vendida com as conhecidas limitações, dificilmente perderá o posto com as novidades. A mudança mecânica foi surpreendente no que diz respeito ao consumo, enquanto o design ficou mais atraente e o MyLink2 aliado ao OnStar entrega uma conexão sem igual no segmento. Por Fábio Trindade, de Gramado (RS) Viagem a convite da GM do Brasil Fotos: Fabio Gonzalez/Divulgação FICHA TÉCNICA – CHEVROLET ONIX 1.4 LTZ 2017 Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 8 válvulas, 1.389 cm3, comando simples, flex; Potência: 98/106 cv a 6.000 rpm; Torque: 13,0/13,9 kgfm a 4.800 rpm; Transmissão: câmbio manual/automática de seis marchas, tração dianteira; Direção: elétrica progressiva; Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; Freios: discos na dianteira e tambores na traseira, com ABS; Rodas: alumínio aro 15, com pneus 185/65 R15; Peso: MT 1.042 kg / AT 1.074 kg; Capacidades: porta-malas 280 litros, tanque 54 litros; Dimensões:comprimento 3.933 mm, largura 1.705 mm, altura 1.476 mm, entreeixos 2.528 mm FICHA TÉCNICA – CHEVROLET PRISMA 1.4 LTZ 2017 Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 8 válvulas, 1.389 cm3, comando simples, flex; Potência: 98/106 cv a 6.000 rpm; Torque: 12,9/13,9 kgfm a 4.800 rpm; Transmissão: câmbio manual de cinco marchas, tração dianteira; Direção: hidráulica; Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; Freios: discos sólidos na dianteira e tambores na traseira, com ABS; Peso: MT 1.054 kg/AT 1.085 kg; Capacidades: porta-malas 500 litros, tanque 54 litros; Dimensões: comprimento 4.280 mm, largura 1.705 mm, altura 1.484 mm, entreeixos 2.528 mm

Fotos: novos Chevrolet Onix e Prisma 2017

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Foto de: Fábio Trindade