Volta rápida: Honda SH300i quer ser scooter "classe A"

Volta rápida: Honda SH300i quer ser scooter "classe A"
Desde o lançamento do Dafra Citycom 300i, em 2010, o mercado brasileiro aguarda uma resposta da Honda. E ela finalmente chega em abril na forma do SH300i, scooter que roda na Europa desde 2007. Estreia como opção maior e mais potente ao PCX 150, atual líder de vendas entre os scooters no Brasil com ampla folga. A questão é que, além da demora (que permitiu à Dafra dominar o segmento e até trazer o MaxSym 400i), o modelo da Honda estreia com preço salgado e aposta na classe A como foco de vendas, se desviando do possível rival. Será que o SH está com essa bola toda? É o que fomos conferir no centro de treinamento da Honda (CTH) em Indaiatuba (SP). O que é?  Derivado dos modelos SH 125/150 que estrearam no mercado europeu em 2001, o 300 foi lançado em 2007, e desde então vem sendo aprimorado. Com design clássico e acabamento caprichado, com diversos cromados e detalhes, se caracteriza pelo chassi tipo underbone com tubos de aço e balança dupla em alumínio. O objetivo é ter boa performance na cidade ou estrada, englobando agilidade (entre-eixos curto de 1.438 mm), conforto e segurança (aros 16" e ABS), além da praticidade inerente aos scooters.
Volta rápida: Honda SH300i quer ser scooter "classe A"
A suspensão dianteira usa garfos telescópicos com 115 mm de curso, enquanto a traseira é duplo amortecida de 114 mm de curso, com cinco posicionamentos de pré-carga da mola. Vestindo as rodas aro 16" estão pneus da marca Metzeler de medidas 110/70 – 16M/C na dianteira e 130/70 – 16M/C na traseira (com a válvula de enchimento perpendicular à roda). Os freios são a disco com ABS de série, tendo 256 mm de diâmetro e pinça dupla flutuante na dianteira e 240 mm com pinça simples flutuante na traseira.
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O motor é um monocilíndrico com comando simples no cabeçote (OHC), de quatro válvulas e balancins roletados (que reduzem o atrito e melhoram o rendimento). Desloca 279,1 cc e entrega 24,9 cv de potência a 7.500 rpm e torque de 2,59 kgfm a 5.000 rpm, sendo que 80%  da força é entregue em torno de 3.000 giros. A alimentação é por injeção eletrônica, enquanto o sistema de refrigeração a líquido é completo, monitorando constantemente a temperatura para o melhor performance. A transmissão é automática variável CVT.
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O tanque de combustível possui 9,1 litros de capacidade, sendo 1,7 litro de reserva, e está situado abaixo do banco. Segundo a Honda, proporciona uma autonomia acima de 200 km. O painel é composto por três instrumentos analógicos (temperatura, velocímetro e combustível) e luzes indicadoras de setas, pressão do óleo, farol alto, ABS e injeção. O velocímetro traz um indicador digital multifunção com hodômetros total e parcial (trip A e B), relógio, consumo instantâneo e médio, além do aviso para troca de óleo. O botão de comutação se situa do lado esquerdo do velocímetro,  abaixo do indicador de temperatura.
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Quanto aos comandos, na esquerda temos farol alto e lampejador (pressionando-o para baixo), buzina e indicadores de direção. Na direita temos o botão de corte do motor, o de partida e abaixo um botão giratório ativado por sensor de presença (smart key) para as funções de travamento da direção, destravamento do banco (pelo botão “seat” à direita) e ignição. Os faróis, bem como todas as luzes do SH300i, são de LED e a carenagem frontal conta com luzes de posição. O assento em dois níveis tem ótimo acabamento, tendo abaixo dele um porta-objetos que acomoda um capacete e pequenos objetos, além de uma tomada 12V. Como anda? A Honda definiu um trajeto de asfalto próximo ao seu centro de treinamento, infelizmente afastado do perímetro urbano (local ideal para avaliação de um scooter). Primeira atração fica por conta da chave presencial, que só precisa estar próxima do modelo (no bolso do condutor, por exemplo) para ligar a ignição. Com a SH no descanso central me posiciono no banco, empurro e giro o botão para a posição de ignição, aperto o freio traseiro, dou a partida e... nada. Pedem para apertar bem o freio, tento novamente e desta vez consigo ligá-la. Percebo a vibração do motor, que é pequena, e tento deslocá-la para tirar o descanso central sem sucesso. Então desço e tiro-a do cavalete central (muito leve), mas ao sentar fico na ponta dos pés, devido aos elevados 805 mm de altura do assento.
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Familiarizo-me com o painel, que informa consumo médio de 24,2 km/l, e com o botão que muda as leituras do mostrador digital, além do lampejador do farol alto. A aceleração do SH é progressiva e suave, mas como está chovendo e temos barro escorrendo pela pista em alguns trechos, vou ziguezagueando com cautela, sentindo os freios e a retomada de velocidade. Também vou procurando buracos para testar a suspensão, mas não encontro. Ah, vamos cruzar uma linha de trem! Então passo com alguma vontade e não percebo nada daquela batida seca de batente, típica dos scooters. Encaro duas lombadas a uns 40 km/h da mesma forma, sem desequilíbrio, e sigo até o final de uma rua para fotos.
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Enquanto aguardo minha vez, fico praticando curvas de 360° - bastante fáceis de realizar. Nem a frente é muito leve e nem a traseira é pesada, o que certamente ajudará a driblar os carros no trânsito. O que me incomoda desde o princípio é o para-brisa muito próximo ao capacete, problema que também foi relatado por outros colegas. No retorno, após as fotos, tive espaço à frente e aproveitei para acelerar mais forte. O SH300i responde com vontade e rapidamente te coloca em velocidade de estrada, o que afinal é o grande diferencial deste scooter em relação ao PCX. A capacidade de frenagem também é muito boa, progressiva tanto no início quanto no aperto total das manetes, tendo ainda o precioso auxílio do ABS. Como já tinha passado pelas lombadas e na linha do trem na ida, aproveitei para girar um pouco mais o punho, sem novidades. Ao passar numa rotatória observei um trecho de barro com pequenas poças d'água, onde passei sem cuidados. O scooter pulou um pouco, porém sem querer me tirar dela!
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De volta ao CTH, comentei com o supervisor de planejamento de produto Hayato Ikejiri sobre a proximidade do para-brisa. Ele então questionou meu posicionamento no banco, me pedindo para encostar as costas no “degrau” e andar no circuito do interno do centro de treinamento para tirar a teima. E não é que ele tinha razão? Aproveitei também para passar entre os cones, prova na qual o SH mostrou agilidade. Quanto custa? Não se trata de um produto novo (2007) e sim de um veículo de sucesso na Europa que agora está no Brasil, aumentando a oferta num segmento que vem crescendo ano após ano. Por mais que a Honda diga que se trata de um modelo único no mercado, na verdade o SH300i encontra um concorrente de peso, já querido pelos brasileiros: o Dafra Citycom, que vem numa linha de aprimoramento e custa significativamente menos (R$ 18.490), apesar de não oferecer itens como chave presencial e ABS nem como opcionais.
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A Honda aposta mais uma vez em sua tradição de seus 45 anos de Brasil e na ininterrupta liderança de mercado - mesmo no segmento dos scooters que ela demorou para entrar. De todo modo, os R$ 23.590 cobrados pelo SH300i (versão única nas cores branca ou cinza) podem decepcionar possíveis interessados, que poderão optar por uma naked como a própria Honda CB500 por valor semelhante! Não à toa que a Honda mira em clientes da classe A, especialmente aqueles que já possuem um carro da marca. Por Eduardo Silveira Fotos: Caio Mattos/Divulgação Galeria de fotos:
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Foto de: Redação