Harley-Davidson mostra linha 2016 no Brasil e aumenta preços em 25%

A alta do dólar já começou a influenciar nos preços dos produtos com conteúdo importado. Prova disso é que a Harley-Davidson apresentou nesta terça-feira (29) sua linha de modelos 2016 para o Brasil, com algumas novidades e valores em média 25% mais caros. Apesar da linha de montagem em Manaus (AM), todas as motos da H-D vêm em kits que, em sua grande maioria, são importados. Portanto, o modelo mais barato da marca, a Iron 883, passou de R$ 34.900 na linha 2015 (que segue à venda até fim dos estoques) para R$ 42.900 no modelo 2016. Veja a nova tabela abaixo:
Harley-Davidson mostra linha 2016 no Brasil e aumenta preços em 25%
Não que sirva de justificativa para os aumentos, mas todas as motos da família Sportster 2016 receberam mudanças sugeridas pelos próprios clientes brasileiros, por meio do projeto Rushmore de aperfeiçoamento conjunto das motocicletas. Os novos modelos passam a contar com a suspensão dianteira totalmente redesenhada, com conjunto de válvulas e pistões recalibrados, bem como novos amortecedores traseiros, agora pressurizados com nitrogênio. Outra novidade é o ajuste da pré-carga.
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Mais uma melhoria aparece no banco das motos, que foi redesenhado e ganhou espuma de maior densidade para aumentar o conforto especialmente em longas distâncias. No caso da Iron 883, a moto ainda traz mudanças no design (com novas peças em preto) e cores e grafismos exclusivos para a linha 2016. Ela também passa a ser equipada com novas rodas de alumínio, que reduziram o peso da moto em 3,5 kg.
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Passando à Forty-Eigth 1200, ela chega com novo pneu dianteiro mais largo (130 mm) e garfos mais robustos de 49 mm (10 mm extras) na dianteira, além de rodas de alumínio raiadas, mais leves. Já o novo grafismo do tanque possui listras horizontais que remetem aos anos 1970. Os preços começam em R$ 50.700. Toda a linha 2016 pode ser encomendada a partir do Salão Duas Rodas, com entrega de janeiro. No Salão, a expectativa é que a Harley complete sua linha com a nova Street 750, que passará a ser a moto de entrada da gama. Sobre os aumentos “As operações da Harley-Davidson do Brasil são realizadas, em sua maior parte, em dólar, e consequentemente são diretamente impactadas pelo câmbio. Durante praticamente todo o ano de 2014 seguramos os preços de forma a não repassar aos nossos clientes o impacto dessa desvalorização monetária. No entanto, o valor da moeda norte-americana disparou, e não conseguiremos segurar os preços integralmente”, explica Antonio Cantero, diretor-superintendente interino da Harley-Davidson do Brasil. “Como base de comparação, no ano passado vendemos nossas motocicletas com o dólar cotado a R$2,20. Neste período de um ano, o dólar se valorizou mais de 50% em relação ao real, registrando altas históricas. O valor repassado ao cliente é o mínimo possível para manter as operações viáveis no Brasil”, completa o executivo. Reportagem e fotos: Eduardo Silveira Galeria de fotos: H-D 2016

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Foto de: Redação