Motos: mercado fechará ano com queda de 11% nas vendas frente a 2013

Os últimos anos não têm sido dos melhores para o mercado de motos, e 2014 não será diferente, infelizmente. Na comparação mensal, a produção de novembro de 2014 apresentou queda de 15,8% em relação a outubro. Saíram das fábricas 121.719 motocicletas contra 144.596 unidades no mês passado. No acumulado dos 11 meses deste ano, os números também não são favoráveis. Foram fabricadas 1.429.012 motocicletas, o que corresponde a uma queda de 10,2% em relação a igual período de 2013, com 1.592.073 unidades. As vendas também não animam. Os números do acumulado do ano das vendas no atacado (da montadora para as concessionárias) fecharam 11,3% abaixo do registrado em 2013. Foram 1.483.307 (2013) contra 1.316.391 (2014). Na comparação mensal, os resultados foram 7,2% menor, gerando um volume de 129.156 motocicletas comercializadas, em outubro, contra 119.808, em novembro. O curioso é que os modelos acima de 450 cm³ mantêm a tendência de alta, registrada por todo ano de 2014, exatamente no caminho inverso das motos de baixa e média cilindrada. De janeiro a novembro de 2014 foram comercializadas para as concessionárias 49.050 motocicletas, contra 45.229, em 2013, um aumento de 8,4%. No mesmo período, foram produzidas 51.122 unidades, em 2014, frente a 45.778, no ano passado, o que corresponde a uma alta de 11,7%. Porém, depois de um ano com muitas notícias desfavoráveis para o segmento de motocicletas, que vai fechar 2014 com saldo negativo frente 2013, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, projeta um ligeiro avanço para 2015 (Abraciclo). Segundo a entidade, a estimativa é de um crescimento de 2,0% na produção e 1,0% nas vendas no atacado, 2,1% no varejo, enquanto as exportações devem cair 55,6%. “Em 2015, não teremos os impactos negativos no varejo que tivemos em 2014, com a Copa do Mundo e eleições, e mesmo sendo um ano com expectativas de ajustes da economia brasileira, com a chegada da nova equipe econômica, o setor de Duas Rodas está confiante na retomada do mercado. Além disso, acreditamos que as medidas da nova lei sobre a retomada de bens deve favorecer o mercado, permitindo a flexibilização nas concessões de crédito e contribuindo para o segmento atingir seus objetivos”, afirmou Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.