Estudo: apenas 21% das motos no Brasil possuem ABS eletrônico de série

Segundo estudo divulgado pelo CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária), apenas 21% das motos no país possuem ABS eletrônico de série, enquanto 10% possuem o item como opcional e 67% não possuem o sistema disponível para compra. Os 2% restantes são de veículos de duas rodas com ABS mecânico nas rodas dianteiras, sistema baseado em alívio da pressão dos freios por meio de válvulas, mas que não possui a mesma tecnologia, eficiência e segurança de frenagem do ABS eletrônico. Mesmo com sua extrema importância na garantia de frenagens mais seguras e, por conseguinte, na redução do número de acidentes e vítimas, a disponibilidade do sistema ABS para motocicletas ainda é muito baixa no Brasil. Os números apresentados neste ano são ligeiramente maiores que os do primeiro levantamento, feito em 2013, que apontava 16% das motos com ABS eletrônico de série. De acordo com o estudo, a categoria mais vendida do país, representada por motocicletas de até 125 cilindradas, tem 97% das versões sem disponibilidade de instalação do ABS, nem mesmo como opcional, com 3% das motocicletas com ABS mecânico nas rodas dianteiras e nenhuma versão com ABS eletrônico de série. Nos modelos entre 125 e 250 cilindradas, não há nenhuma versão disponível para venda com ABS de série, apenas 1% com ABS eletrônico como opcional e 95% não possuem o sistema disponível para compra. Entre os 4% restantes estão as versões que têm o sistema de ABS mecânico nas rodas dianteiras. Conforme aumenta a cilindrada, aumenta também a disponiblidade do sistema. 5% dos modelos entre 250 e 400 cilindradas apresentam ABS eletrônico de série. Na categoria acima, entre 400 e 750 cilindradas, essa porcentagem sobe para 18% (37% contam com o item como opcional). Já na categoria topo de linha, com versões de motocicletas acima de 750 cilindradas, esse número é mais expressivo e chega a 63%. “Embora a oferta do sistema tenha crescido como item de série em 5%, ela ocorreu basicamente em categorias de altas cilindradas, que custam mais e representam uma fatia pequena do mercado. Infelizmente, a maioria dos motociclistas do Brasil ainda não pode contar com a eficiência e segurança do ABS em seus veículos de duas rodas”, diz Almir Fernandes, diretor executivo do CESVI. O estudo realizado pelo CESVI analisou 359 versões de motocicletas, motonetas e ciclomotores de 32 montadoras presentes no Brasil. Foto: Alexandre Xavier/CESVI

Veja os vídeos dos testes realizados em 2013:

https://www.youtube.com/watch?v=dMdmfZzj038 https://www.youtube.com/watch?v=Te0Waff3MM0