Garagem CARPLACE #3: Focus 1.6 no encontro de gerações

Depois de sanadas as dúvidas sobre o desempenho do Focus 1.6 na cidade e na estrada, juntamente com as comparações do Daniel Messeder no post anterior com o seu antigo Focus 2.0, vou deixar aqui, como proprietário de um Focus 1.6 GLX 2011, minhas impressões sobre o novo Focus 1.6. Logo de cara o visual chama a atenção. Olhando de frente, o Focus parece "mais carro", com um jeito mais agressivo. Também ficou bonito visto de lado. A traseira ainda é bonita, mas perdeu um pouco da identidade do carro, principalmente pelo novo formato das grandes lanternas que avançam pela lateral em vez de ficarem nas colunas, como antes.
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Sobre o desempenho em relação ao antigo, só elogios. O anterior andava bem na estrada e em altas rotações (acima de 3.000 rpm), mas o novo surpreende sendo bem mais esperto no uso urbano, onde usamos o carro na maior parte do tempo. Dirigindo o novo Focus também fica clara a evolução em todos os aspectos de dirigibilidade, no rodar ainda mais controlado e na estabilidade e rolagem exemplares para um carro desse porte.
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Outros avanço foi a ausência do "delay" no acelerador eletrônico, que chega a ser irritante no Focus anterior, principalmente com ar ligado e carro cheio. Parecia estar acelerando um carro 1.0, pelo menos nas saídas até o motor encher. Com o novo, nada disso ocorre e a resposta é imediata. Em outras palavras, mesmo acelerando um carro um pouco mais pesado (1.310 X 1.290 kg), a sensação é de guiar um carro mais leve. Certamente é mérito do novo motor de 135 cv e 16,7 kgfm de torque a 3.500 rpm. Lembrando que no meu são 115 cv e 16,3 kgf a 4.400 rpm. O consumo foi outra grata surpresa: 7,5 km/l contra 6,7 km/l na cidade e 11,4 contra 10,0 km/l na estrada (novo contra antigo), com etanol.
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Notei outras melhorias ainda: isolamento acústico do motor e de ruídos externos, além de menor nível de ruído da suspensão - sim, a suspensão do Focus antigo, apesar de excelente, era um pouco ruidosa em pisos irregulares. É inegável também o avanço no acabamento interno. O fraco acabamento das portas e as famigeradas maçanetas do antigo foram revistas, além de o Focus 3 ostentar um painel bem mais vistoso, novo console e bancos melhores e com belo desenho. Os destaques negativos na parte interna envolvem o sistema de som, que não sintonizou muito bem as FM's e apresentou qualidade sonora inferior à do modelo antigo. Outro ponto inferior foi o espaço interno, um pouco menor para quem vai no banco de trás, em relação ao anterior.
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A ergonomia também é muito boa. A nova posição da alavanca de câmbio (mais alta e à frente) agrada, assim como o volante. A direção é outro destaque, ficando mais leve e precisa, porém sem perder a comunicação com o carro que sempre foi uma boa característica do Focus. Em resumo, conhecendo muito bem o Focus por ter sido proprietário de três modelos (um 1.8 16V 2002, um Duratec 2.0 16V 2006 e por último este GLX 1.6 16V 2011), recomendaria sem medo a nova geração pelas evoluções em dirigibilidade, desempenho, conforto, acabamento e consumo. Por Julio Cesar Fotos Fábio Trindade

Garagem CARPLACE #3: Focus 1.6 no encontro de gerações

Foto de: Julio Cesar