Garagem CARPLACE#3: Logan 1.0 faz maratona urbana e revela consumo elevado

Garagem CARPLACE#3: Logan 1.0 faz maratona urbana e revela consumo elevado
Depois de enfrentar uma curta viagem com o editor-chefe Daniel Messeder, agora o Logan foi avaliado por mais de 300 km em seu habitat na maior parte do tempo: a cidade. Dirigi basicamente metade do tempo sozinho e metade com mais três pessoas. Antes de pegar o carro, eu estava bem curioso sobre o desempenho da versão 1.0 na nova geração, até mesmo porque já testamos o modelo com motor 1.6 no mês passado. Mesmo sendo um sedã de entrada, feito para custar pouco, ele revelou muitas qualidades e poucos defeitos ao longo desses dias. Antes de tudo, uma coisa merece destaque: o Logan oferece dirigibilidade muito superior aos concorrentes - leia-se os antiquados Chevrolet Classic e Fiat Siena EL. Descontando o fato de o motor 1.0 ser limitado em desempenho, o resto vai muito bem: direção leve (embora lenta) e pedais e alavanca de câmbio suaves ajudam a enfrentar o trânsito numa boa, sem cansaço. Como já foi dito nos posts anteriores, o espaço interno e o porta-malas também são destaques, equiparando o Logan a um carro médio.
Garagem CARPLACE#3: Logan 1.0 faz maratona urbana e revela consumo elevado
Poucas semanas atrás testamos o Logan Expression 1.6, versão intermediária, com alguns equipamentos de conforto. Desta vez, porém, ficamos com o Authenthique, modelo básico que veio com direção hidráulica e ar-condicionado (opcionais), mas sem vidros e travas elétricas, por exemplo. Mesmo sendo um item tão barato, a falta da trava elétrica é bastante inconveniente, principalmente em um carro quatro portas. Toda vez que usava o carro com mais pessoas, ao sair, tinha que fazer aquela verificação de praxe e ficar travando as portas. Conforto ao rodar Rodando na cidade, outra boa surpresa é a suspensão macia, que enfrenta muito bem as imperfeições do asfalto. É verdade que na estrada seria melhor um pouco mais de firmeza, mas na cidade não é um problema. Ressalto ainda que o isolamento acústico está num nível muito bom. É claro que na estrada, acima de 110 km/h, o ruído se eleva, mas ainda é bem aceitável por se tratar de um carro 1.0.
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Consumo O consumo com etanol não surpreendeu, e devido ao peso do carro e uso do ar-condicionado na metade do tempo, ficou com médias entre 6,8 e 7,2 km/l na cidade - valres de carros maiores e com mais motor. Só para lembrar, conforme o post anterior, ele conseguiu média de 10,0 km/l na estrada. Números não tão ruins, mas que mostram que o motor 1.0 tem de suar a camisa para empurrar o Logan. Isso ajuda a reforçar a tese de que sedãs, mesmo neste segmento, deveriam começar com motores pelo menos de 1.2 ou 1.3 litro. Faria bem ao desempenho e ao consumo. Fazem falta o encosto para o passageiro do meio no banco de trás, alças no teto e um pouco mais de esmero no acabamento. Mas, por outro lado, o Logan possui abertura interna do tanque de combustível, alerta sonoro de faróis acesos e até amortecedor no capô.
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Ao fim do convívio, o Logan deixou a imagem de um carro bom de dirigir, confortável, espaçoso e relativamente silencioso, mas não muito econômico. Na hora de fechar a conta, a balança é favorável ao sedã da Renault, já que seus concorrentes diretos estão anos atrás em modernidade de projeto, dirigibilidade e espaço. É uma questão de escolha, onde você fica divido entre conforto e espaço em detrimento de economia e desempenho. Texto e fotos Júlio Cesar

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Foto de: Julio Cesar