Garagem CARPLACE #3: Onix automático encara o trânsito urbano, agora com etanol

Assim que chegou minha vez de avaliar o Onix LTZ A/T pensei: após as andar nas versões LT 1.0 e LTZ 1.4 manual, era hora de experimentar o câmbio automático. Circulei a maior parte do tempo com trânsito travado e em vias secundárias onde mal se passa dos 50 km/h, além de pegar um pouco de rodovias e vias-expressas. Esta nova chance de convivência ajudou a confirmar as virtudes e os defeitos (muito poucos) do compacto peça-chave da Chevrolet no Brasil. Câmbio automático Além das qualidades já conhecidas, como a boa dinâmica de condução, suspensão bem acertada e silêncio interno, minha dúvida recaía sobre o funcionamento do câmbio automático. Portanto, rodei propositalmente a maior parte do tempo na cidade para poder conferir melhor se o câmbio de seis velocidades casou bem com motor o 1.4.
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Um dos destaques é a troca de marchas bem suave. Mas nem tudo são flores. Para quem anda de forma mais comedida, ele efetua as trocas um pouco acima das 2.000 rpm - ou tenta, pelo menos. Notei que por diversas vezes ele "segura" demais as marchas, o que se torna um pouco irritante. Mesmo aliviando o pé no acelerador, às vezes a transmissão ainda demora a passar para a marcha superior, o que prejudica o nível de ruído e principalmente o consumo, ao menos na cidade. Isso não chega a desabonar o ótimo câmbio (é mais uma questão de ele ser unido a um motor de baixa cilindrada), mas é algo que pode ser revisto.
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Uma opção é usar o modo manual, mas ele tem suas limitações para quem gosta de trocar de marcha em giros muito baixos. Isso porque esse câmbio só permite a troca ascendente a partir de velocidades pré-definidas. Por outro lado, neste modo ele efetua as reduções de forma eficiente.
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Na estrada a história muda completamente. O câmbio responde de forma rápida quando se precisa ultrapassar e dá para desfrutar da sexta marcha com agradáveis 3.000 rpm a 120 km/h, o que para um motor 1.4 está de bom tamanho. Consumo com etanol Carro automático gasta mais na cidade, isso é fato, mas o Onix bebeu além da conta para um compacto com motor 1.4. Como a questão do consumo tem muitas variáveis, vou expor o gasto de combustível em algumas situações diferentes.
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Dirigindo de forma moderada e sempre aliviando para que as trocas ocorressem antes das 3.000 rpm, o consumo urbano de uma forma geral ficou entre 5,5 km/l e 6,0 km/l. Com trânsito pesado e trechos mais travados, como bairros sem vias expressas, valetas e lombadas, a média oscilou entre 4,5 a 5,0 km/l. Na capital paulista, por exemplo, graças às vias expressas e maior fluidez no trânsito (fora dos horários de pico), conseguimos média de até 7,0 km/l. Na estrada, entre 100 e 120 km/h, graças à sexta marcha, tivemos uma grata surpresa: o consumo sempre ficou acima dos 11,0 km/l, o que é um bom número para o uso do combustível vegetal. Em breve vamos realizar as medições de desempenho com etanol e também com ar-condicionado.

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Foto de: Julio Cesar