"Cabeça nas nuvens" mata mais do que celular ao volante nos EUA

Um dos principais vilões modernos quando o assunto é segurança ao volante atende pelo nome de telefone celular. Aparelhos cada vez mais completos, somados a uma vida cotidiana cada vez mais corrida e movimentada, fazem com que motoristas do mundo todo aproveitem qualquer brecha no trânsito - estando o carro parado ou não - para checar e-mails, responder mensagens ou ainda atender ligações. Com esse perfil, seria natural imaginar que o celular seja o principal responsável por fatalidades no trânsito associadas à distração do motorista, certo? Bem, segundo um estudo realizado nos EUA e divulgado pela seguradora Erie Insurance Group na quarta-feira (3), o celular está longe de ser o principal causador de acidentes nessas circunstâncias. Nos EUA, 10% dos acidentes fatais de trânsito estão ligados à distração de pelo menos um dos condutores envolvidos. Dentro desse número, a seguradora levantou que apenas 12% dos casos se relacionavam ao uso de celular ao volante. Já 62% das vezes o motorista estava "lost in thought", ou seja, em um simples devaneio. É a popular "cabeça nas nuvens". Além da "cabeça das nuvens", o estudo mostrou algumas das principais fontes de distração para os motoristas norte-americanos. Entre elas estão o ato de conversar com outra pessoa dentro do carro; comer dentro do veículo, focar a atenção em algo alheio a direção, como um acidente na vida; e tentar reposicionar objetos e animais que estejam sendo transportados. Confira aqui o resultado completo do estudo.