Vídeo: CARPLACE na neve - drift no gelo e "babás eletrônicas" em ação

Vídeo: CARPLACE na neve - drift no gelo e "babás eletrônicas" em ação
Quem é leitor assíduo do CARPLACE sabe que estivemos recentemente no centro de testes de inverno da Fiat em Arjeplog, no norte da Suécia (veja reportagem), onde os carros da marca são validados sob temperaturas extremamente baixas. O primeiro dia da viagem serviu para nos acostumarmos com o piso coberto pela neve, que exige atenção redobrada na direção e uso constante dos sistemas eletrônicos de segurança. Mas foi na segunda etapa de testes que o bicho pegou. Acompanhe!
Vídeo: CARPLACE na neve - drift no gelo e "babás eletrônicas" em ação
Após um dia dirigindo na neve, você já acha que aprendeu os macetes necessários: ser suave com os pedais, não fazer movimentos bruscos no volante, manter distância extra para o carro da frente. Certo, mas tudo isso ganha mais sentido ainda quando o piso de asfalto coberto por neve é trocado por um de gelo polido. Sim, estamos agora sobre um lago congelado. Assim que coloquei as quatro rodas do carro sobre o gelo confesso que senti receio daquilo quebrar e a gente afundar pelos 200 metros de profundidade do lago gélido. Mas os engenheiros da marca garantem que não tem erro: há pelo menos um metro de gelo antes da água, o que cria uma superfície rígida o suficiente até para que caminhões circulem por cima dela.
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A programação previa que faríamos testes de frenagem e desvio no piso de gelo polido (onde o índice de aderência é de 0,15, difícil até de se ficar em pé). Mas a grande nevasca daquele dia fez com que os planos mudassem: além do piso ter ficado quase todo coberto de neve, o que acaba aumentando a aderência em relação ao gelo polido (pois cria uma barreira à frente dos pneus), a visibilidade estava muito comprometida. Assim, as provas pré-estabelecidas se tornaram um passeio livre pelos circuitos desenhados sobre o lado congelado, com "guard-rails" de neve. A primeira dificuldade é pôr o carro em movimento. Os modelos com tração dianteira exigem pé leve no acelerador e suavidade ao soltar a embreagem para que as rodas não fiquem girando em falso sobre o gelo. Nisso, o controle de tração (chamado de ASR no caso da Fiat) dá uma bela ajuda, cortando o motor e enviando menos força para as rodas, o que possibilita uma saída mais tranquila. Mas o que mais chama atenção é mesmo o trabalho do controle de estabilidade (ESP).
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No piso quase sem aderência, a primeira tendência que o carro tem é de manter sua trajetória, mesmo quando viramos o volante. E aí acontece o subesterço, ou a popular saída de frente, quando o carro alarga o traçado da curva. Pois o ESP reconhece a situação por meio de sensores nas rodas, corta a aceleração e aplica pressão nos freios individualmente por roda, com ênfase nas rodas traseiras, para que o carro volte ao rumo.
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Já quando aliviamos o acelerador ou forçamos a direção para dentro da curva, é a traseira que escapa - o chamado sobreesterço. Trata-se de uma situação mais difícil de controlar que a saída de frente, pois exige que o motorista vire o volante para o lado oposto à curva e ainda acelere. O ESP também reconhece o problema e entra em ação, só que agora sem cortar o motor e aplicando pressão nos freios com ênfase nas rodas dianteiras. Para ajudar, o ESP passa a ser integrado à direção elétrica nos novos Fiats europeus, deixando o volante mais leve para o lado certo da correção - é a eletrônica "chamando" o motorista para ajudá-la a evitar o acidente. Vale dizer, porém, que as "babás eletrônicas" têm um limite. Mesmo com tudo ligado, nesse piso escorregadio era normal ir parar fora da pista por uma saída de frente ou rodar por uma saída de traseira. Mas, transportando isso para uma realidade de asfalto, onde o índice de aderência é bem maior, dá para se ter perfeita noção de quanto esses sistemas são eficientes no controle do carro. Outra coisa interessante: foi possível notar as diferentes calibrações de ESP feitas pelo Grupo Fiat. Os carros da Alfa Romeo têm pegada mais esportiva e, por isso, o ESP demora mais para atuar, deixando o carro mais tempo sob controle do motorista antes de intervir. Já os Fiat têm o ESP mais zeloso, que atua ao menor sinal de derrapagem. Para entender melhor como é dirigir nessas condições, confira o vídeo que fizemos diretamente da pista da Fiat na Suécia: Por Daniel Messeder, de Arjeplog, Suécia Fotos Divulgação Viagem a convite da Fiat

Vídeo: CARPLACE na neve - drift no gelo e "babás eletrônicas" em ação

Foto de: Daniel Messeder