Ministro diz que não cogita prorrogação da redução do IPI após 31 de agosto

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em coletiva de imprensa realizada ontem (31) após reunião com a ANFAVEA e representantes da General Motors do Brasil, que o programa de estímulo a indústria automobilistica é muito bem sucedido. Até mesmo por este motivo, disse que neste momento não cogita a prorrogação da redução do IPI após 31 de agosto. "A redução do IPI veio para evitar um processo de demissões, dar competitividade à indústria e impulsionar o mercado, que tinha se contraído em função da crise internacional", explicou o ministro. Segundo Mantega, em contrapartida à redução do imposto, a indústria se comprometeu a não demitir, aumentar o nível de emprego e manter os programas de investimentos. “Fizemos um pacto com a indústria automobilística”. Além disso, na ocasião, o governo estava preocupado com a continuidade dos projetos da indústria automobilística, que tem grande peso na economia brasileira. "Entre 2012 a 2015, os programas de investimento do setor no Brasil estão na ordem R$ 22 bilhões e isso só vai ocorrer se o mercado de veículos continuar crescendo", ponderou. De acordo com os números apresentados pelo ministro, a partir da redução do IPI, houve uma reação forte no mercado e, em junho, 353 mil veículos foram vendidos, frente a 280 mil em maio. “Os números de julho ainda não estão fechados, mas a previsão é a venda de 360 mil carros. Se os números se confirmarem, será o melhor julho de toda a série histórica”, comentou. Sobre os postos de trabalho, pelos dados da Anfavea, em maio, o total do emprego no setor era de 144.900; em junho, esse número aumentou para 146 900. “O saldo é positivo, verificando-se o aumento na geração de postos de trabalho. Portanto, foi cumprido o compromisso de não demissão e geração de empregos”. Mantega ainda informou que foi feita a verificação dos números da GM e também se constatou saldo positivo. “No conjunto das fábricas no país, há um aumento de empregos”. Sobre o caso de São José dos Campos (SP), o ministro disse se tratar de um problema localizado e que não cabe ao governo intervir. “O que nos interessa é que a empresa está contratando”.