Salão do Automóvel: Kia exibe a nova geração do Cerato - e reclama do sistema de cotas de importação

Enquanto Civic e Elantra se armam com motor 2.0, a Kia contra-ataca com a nova geração do Cerato. O sedã da Kia aparece totalmente renovado, com linhas mais suaves e arredondadas, seguindo a tendência dos novos modelos da marca. A assinatura do estilo coube, mais uma vez, ao "mago" Peter Schereyer, responsável direto pela guinada visual dos carros da Kia. As linhas mais fluidas chegam a lembrar o Elantra, mas com dianteira e traseira de estilo próprio. O destaque vai para os faróis bem pronunciados (com um feixe de leds) e as grandes lanternas, que invadem as laterais. O sedã está claramente maior e mais imponente, o que deverá se refletir em melhor espaço interno.
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O motor será o conhecido 1.6 16V flex usado no Soul, com potência de 128/132 cv e câmbio manual ou automático, ambos de seis marchas. Com lançamento previsto para o final do primeiro trimestre de 2013, o novo Cerato deve subir de preço. E não por vontade da Kia. É que a importadora foi uma das mais prejudicadas com o novo regime automotivo, que prevê uma cota de apenas 4.800 carros importados/ano sem pagar o super IPI. Com isso, o presidente da Kia do Brasil, José Luiz Gandini, prevê que a tabela do modelo comece em R$ 65 mil. Gandini, aliás, deixou clara sua discordância com o volume das cotas de importação. "O governo não levou em conta o histórico de cada importadora. Nós temos 172 concessionárias e mais de 8 mil empregos diretos, e temos a mesma cota de uma marca com apenas cinco revendas", disse o presidente da marca. Os planos da Kia contemplavam vendas de 120 mil carros/ano antes da subida do imposto.
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Sobre a possibilidade de uma fábrica no Brasil, Gandini revelou que existem estudos, mas ele ainda não recebeu o sinal verde da matriz. "Os coreanos acabaram de fazer um investimento muito grande no país (a fábrica do HB20 da Hyundai, do mesmo grupo da Kia), então eles ainda estão analisando como o mercado vai se comportar". Enquanto isso, a Kia pode aproveitar a cota de 4.800 unidades para escolher algum modelo para ter preço mais agressivo, mas o restante da linha deverá continuar com valor acima do desejado, por conta do super IPI. Por: Daniel Messeder

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Foto de: Redação