Garagem CARPLACE: Dirigindo o Nissan Sentra - Comportamento na cidade e na estrada

Garagem CARPLACE: Dirigindo o Nissan Sentra - Comportamento na cidade e na estrada
O Nissan Sentra chegou em um segmento onde a liderança da dupla Toytota Corolla e Honda Civic estava consolidada, no entanto, ele trouxe novas tecnologias e uma nova experiência em dirigibilidade. Confira nesta matéria o comportamento na cidade e na estrada, consumo e demais impressões ao dirigir o Nissan Sentra S.
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Ao entrar no veículo nos deparamos com a boa posição de dirigir obtida com os ajustes de altura do banco e as regulagens do volante. A visibilidade também é boa tanto à frente quanto nas laterais. Na traseira um pouco abaixo do esperado mas ainda aceitável.
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Ao dar a partida, o ronco do motor quase não é notado na cabine graças ao bom isolamento acústico do modelo. E neste quesito, o Sentra está um pouco acima da média, pelo menos na maior parte do uso ele não incomoda mesmo, só é notado acima dos 4.000 rpm pois abaixo disso é extremamente silencioso. Aqui está o ponto forte do Sentra: em movimento o carro é muito agradável, apresentando bom comportamento dinâmico e estabilidade adequada. O único porém é a suspensão traseira que adota o conceito eixo de torção, e tem ajuste firme demais se tratando de um sedã, e ainda transmite alguns ruídos em pisos irregulares. A direção elétrica é leve no uso normal e ganha peso em velocidades mais altas como deve ser, além disso tem respostas rápidas e é muito precisa, o que influencia positivamente no prazer ao dirigir. O modelo ganha velocidade de forma linear, o que é bom, pois o motor não precisa ficar "esgoelando" e mesmo assim o sedã ganha velocidade rapidamente. Mérito do conjunto câmbio CVT e motor 2.0 bem acertados. O Sentra é equipado com o motor 2.0 16v flex de 143 cv (etanol/gasolina) e torque máximo de 20,3 Kgf/m a 4.800 rpm que garante agilidade ao sedã de 1.369 kg. No uso urbano, graças aos seus atributos é um carro bom de dirigir e rápido em manobras e mudanças de faixa sem inclinação excessiva da carroceria. O câmbio CVT ajuda na tarefa mantendo a rotação em níveis aceitáveis e auxiliando o consumo, sem contar o fato de não possuir o inconveniente das indecisões nas trocas que ocorrem em algumas transmissões de quatro velocidades. Em rodovias o Sentra também vai muito bem. Acelerações e retomadas são obtidas sem esforço pelo motor 2.0, e com uma vantagem adicional de poder rodar a 120 km/h a 2.000 rpm que favorece o consumo e nível de ruído. Aliás, devido ao curto período de testes apuramos apenas o consumo médio que foi de 11,2 Km/l com gasolina no trajeto 80% rodoviario / 20% urbano. O câmbio CVT é muito agradável em velocidade constante, porém há situações em que se necessita de toda a potência disponível e nesse caso pode-se utilizar o modo S que eleva a rotação e despeja toda a potência disponível, mas nessa condição o ruído invade a cabine. Seria interessante a adoção das marchas virtuais, pois pode-se "esticar" um pouco mais as marchas e obter bom lançamento sem apelar para a faixa vermelha do conta-giros - ficaria no meio termo. A direção elétrica é precisa e rápida, mas em velocidades acima de 100 km/h nota-se que poderia ter um pouco mais de peso, o tornaria ainda melhor a dirigibilidade na estrada.
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No restante, nada a declarar e pode se concluir que o Sentra embora enfrente concorrentes mais modernos e equipados, ainda é um sedã interessante e bem agradável de dirigir graças ao seu conjunto mecânico e bom comportamento dinâmico.

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Foto de: Julio Cesar