Garagem CARPLACE: Dirigindo o Toyota Corolla na cidade e na estrada - Veja o consumo

O Toyota Corolla é um carro que nos surpreendeu positivamente. No uso diário se revelou muito agradável e eficiente. Mesmo diante dos concorrentes, o Corolla não decepciona, com um rodar suave e controlado, mas o tempo é implacável e a idade começa a pesar. Confira as impressões ao dirigir do Toyota Corolla Altis 2.0 na cidade e na estrada.
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Como já mencionamos o Corolla, dispõe de ajuste elétrico do banco do motorista e regulagens do volante que permitem encontrar a posição ideal para dirigir sem esforço. Ao dar a partida é possível notar o bom trabalho de isolamento acústico do motor, pois praticamente não se ouve o ronco do propulsor 2.0 VVti.
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Ao acelerar no trânsito, é notável o bom torque desde as baixas rotações e a baixa vibração do motor que opera de forma suave. O Corolla oferece uma condução agradável e a suspensão tem bom ajuste, filtra bem as imperfeições e apesar de não ser macia demais, é um carro com ajuste muito mais voltado para o conforto, praticamente anulando um possível lado esportivo.
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Equipado com freios a disco nas quatros rodas e sistema ABS com EBD, as frenagens ocorrem de forma segura e sem desvio de trajetória. A visibilidade frontal é boa, mas as laterais e traseira poderiam ser um pouco melhores. Porém nesta versão o modelo possui câmera auxiliar que é visualizada no retrovisor (eletrocrômico) e ajuda o motorista ao estacionar de ré, mas a visualização da imagem durante o dia é bem limitada tanto pela luminosidade quanto pela pequeno espaço onde é projetada. Mesmo com a câmera, faz falta o aviso sonoro do sistema. Como dissemos, o Corolla tem um rodar suave. O único porém são os ruídos de rodagem um pouco elevados em asfalto de maior rugosidade, mas que não chega a comprometer o conforto. Rodamos com o Corolla no travado trânsito de São Paulo, no anda e para. Nas condições avaliadas de uso urbano, o modelo marcou média de 7,5 Km/l, usando gasolina e com ar condicionado ligado durante todo o percurso. Considerando-se ainda o fato de serem trajetos curtos e com pouca fluidez no trânsito.
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O câmbio é o automático de quatro velocidades, a única opção disponível nesta versão. Apesar das quatro velocidades, o câmbio opera com suavidade nas trocas, sem trancos, contando ainda com a possibilidade das trocas manuais na alavanca ou através das borboletas atrás do volante. Nas trocas de marcha há uma queda acentuada de giros, fato esperado pelo número limitado de marchas. É na estrada que o Corolla comprova a sua fama de carro confortável. A suspensão é macia e ligeiramente firme, mas bem longe de passar a sensação esportiva e de que o carro parece grudado no chão. É uma sensação totalmente neutra, mais voltada para o conforto. Nas curvas, o carroceria inclina um pouco, obrigando o motorista a reduzir a velocidade, mas mesmo assim transmite segurança. O desempenho do motor é muito bom em todas as faixa de rotação, com retomadas consistentes como convém a um 2.0 que não é tão pesado. A quarta marcha não é excessivamente longa e a 120 km/h o motor gira a 3.000 rpm, com destaque novamente para o nível de ruído na cabine, baixíssimo mesmo atingindo 140 km/h.
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Para se obter bons níveis de consumo em estrada, pode se usar o modo manual e manter em quarta marcha praticamente o tempo todo, pois graças ao torque disponível não são necessárias reduções constantes. O modelo marcou média de 12,9 Km/l com ar ligado e velocidades de cruzeiro entre 110 e 120 Km/h de acordo com os limites de nossas rodovias. Se fosse um câmbio de 5 ou 6 velocidades, o que provavelmente poderia conferir números ainda melhores. Considerações
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Em resumo, pode se dizer que o Corolla é carro equilibrado. Tem boa dirigibilidade, é silencioso e anda muito bem. Porém é um carro de reações mais neutras e preza aquele comprador que busca um modelo que transmita robustez, confiança e tradição. Já quem gosta de sentir o carro na mão, de ouvir o motor roncar a cada troca de marcha e aquela tocada mais esportiva, o Corolla não o satisfará.
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Mas independente do perfil, o Corolla ainda agrada à maioria. Considerando os itens que os concorrentes estão oferecendo por um preço inferior, o Corolla começa a perder, ainda que de modo lento, o fôlego que o sustenta na liderança dos sedãs médios. Ao mesmo tempo que oferece alguns itens, som com entrada USB e conectividade bluetooth, peca na idade destes itens. Enquanto os demais oferecem telas coloridas, GPS integrado ao painel com câmera de ré, e acabamento interno com linhas mais modernas, o Corolla apenas equipara com itens de aspecto mais simples, como o pequeno display do computador de bordo, do sistema de som e da imagem da câmera de ré no retrovisor com baixa contraste durante o dia. Ao Corolla falta um ar de tecnologia embarcada pelo preço cobrado, principalmente na versão top de linha, embora muitos considerem o fator revenda como algo muito importante.
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Em resumo, o Corolla é líder do segmento, mesmo com um dos preços mais altos da categoria, pelo bom conjunto mecânico, pelo excelente conforto e pela boa revenda, fatos que agradam o consumidor mais conservador. Já para a nova geração, mais antenada e conectada, falta um toque de tecnologia "visível" e modernidade na cabine.

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Foto de: Julio Cesar