Pesquisadores norte-americanos desenvolvem sistema que impede motoristas alcoolizados ao volante

Pesquisadores de fabricantes norte-americanos e da NHTSA (agência de segurança do trânsito norte-americana) se uniram para inibir a ação de motoristas alcoolizados. Desde 2008 as duas instituições trabalham em um equipamento capaz de detectar o grau de álcool no sangue do motorista e, consequentemente, evitar a partida do carro caso o limite esteja acima do permitido por lei. O Sistema de Detecção de Álcool no Motorista para a Segurança, como está sendo chamado oficialmente o equipamento, ainda levará alguns anos para ser produzido comercialmente. Todavia, os cientistas já focam na fase seguinte, quando os veículos poderão conduzir até em casa, de forma autônoma, os proprietários momentaneamente inabilitados a dirigir. A nova tecnologia sequer foi lançada e já enfrenta resistências. É que um grupo de restaurantes já iniciou uma campanha contra a utilização do equipamento. "Vai criar um ambiente de tolerância zero. Não há nada de perigoso ou ilegal em tomar um copo de vinho no jantar e voltar dirigindo para casa", afirmou Sarah Longwell, diretora do Instituto Americano de Bebidas. Outro questionamento da organização diz respeito à calibragem do sistema. É que os detectores terão de ser ajustados para desligar o automóvel em níveis bem abaixo de 0,08, para evitar que um motorista entre no veículo um pouco abaixo da taxa permitida, e, em seguida, exceda o limite durante a viagem à medida que a última bebida que ingeriu entre na corrente sanguínea.
Pesquisadores norte-americanos desenvolvem sistema que impede motoristas alcoolizados ao volante
Dentre os argumentos a favor está a continua associação do álcool a tragédias automotivas. Em 1982, aproximadamente 49% dos mortos em acidentes automobilísticos nos EUA estavam alcoolizados. Doze anos depois o percentual foi reduzido para 33% e permanece constante até então. Atualmente, 16 estados norte-americanos exigem que os condenados por dirigirem com um nível de álcool acima do limite legal de 0,08 instalem a chamada "trava de álcool" em seus carros. Tal sistema exige que os donos soprem um tubo para verificar se estão ou não sóbrios, antes de darem a partida. O problema é que nenhuma montadora se propõe a oferecer esse tipo de instrumento como equipamento de fábrica. No lugar disso, os sensores viriam embutidos no botão da ignição ou na alavanca de câmbio. A pesquisa tem refletido em um projeto de lei federal para os transportes, o qual pode beneficiar o programa de detecção de álcool com US$ 24 milhões, ao longo de dois anos. A quantia permitiria à NHTSA equipar um número expressivo de veículos com dois tipos de protótipos: um mediria o álcool no hálito do motorista, ao passo que o segundo utilizaria usaria a tecnologia sensível ao toque para fazer uma leitura do nível de álcool na pele do motorista - provavelmente as pontas dos dedos que ativariam o botão de ignição. Por Michelle Sá / Fonte: The Wall Street Journal (foto 1: Associated Press)

Pesquisadores norte-americanos desenvolvem sistema que impede motoristas alcoolizados ao volante

Foto de: Michelle Sá