Garagem CARPLACE: JAC J3 Turin na cidade, itens de conforto e detalhes do acabamento

Quem trabalha na cidade de São Paulo e utiliza as marginais Pinheiros e Tietê ou bairros como Vila Olímpia e Pinheiros sabe muito bem que o trânsito no horário de pico é insuportável. Bem, foram são nestas condições que estamos testando o J3 Turin.
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Clique nas imagens para ver em alta resolução. No dia a dia o carro é confortável. A embreagem bem leve faz a diferença, exigindo esforço mínimo do motorista. No entanto, o câmbio de vez em quando dá uma leve enroscada, mas comparado ao que existe no mercado, está na média.
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Como dito antes, quem não está acostumado com motores de 16 válvulas pode estranhar um pouco, pois o motor começa a ficar mais esperto quando chega em 2.500 rpm. No anda e pára da cidade, é relativamente difícil manter essa constante. Porém, num trecho "mais livre", mantendo a média de 2.500 rpm, o J3 vai muito bem. Em termos comparativos, pode-se dizer que o motor 1.4 VVT do J3 é mais esperto que os 1.4 da Chevrolet, da Fiat e da Citroën, e mais lento do que os 1.6 da Volkswagen e Renault (a Fiat ainda não cedeu um carro com motor 1.6 E.torQ para avaliarmos, por isso, não foi citado).
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A suspensão se comporta muito bem na cidade. A JAC trabalhou bem no ajuste para o mercado brasileiro: buracos, valetas e imperfeições da pista são contidos pela alta suspensão sem "batidas", mas também demonstra firmeza. Por outro lado, deixa a dianteira "afundar" bastante quando se pisa no freio de forma mais forte. Um leitor perguntou como é o comportamento do J3 Turin em curvas e agora podemos responder: para o porte do carro, o comportamento é bom e transmite segurança. Se entrar em alta velocidade, no entanto, a tendência é da dianteira sair um pouco.
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Referente ao conforto a bordo, o carro também cumpre com eficiência o seu papel. Como ficamos muito tempo no trânsito, dá para analisar bem: bancos confortáveis, baixo ruído em velocidades urbanas (até 50 km/h), sistema de som eficiente (não é premium, mas de boa qualidade), bom funcionamento do ar condicionado (boa refrigeração e ventilação) e boa visibilidade.
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Alguns pontos negativos também são observados. O J3 possui travas elétricas nas quatro portas, mas não possui uma "trava central", ou seja, as portas são travadas automaticamente ao atingir 15 km/h, mas se parar o carro, a única forma de abrir as portas é puxando o pino. Por outro lado, quando se retira a chave do contato as portas se abrem. O inconveniente é que nem sempre você quer tirar a chave do contato, como por exemplo, ao deixá-lo com manobrista ou ao parar para alguém entrar a bordo.
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Os vidros são elétricos nas quatro portas, mas ao sair do carro, o travamento remoto (pelo alarme) não os fecha (tem que lembrar de fechar tudo antes de sair do carro). Os retrovisores são elétricos, mas o comando é invertido: para baixar o espelho tem que apertar para cima, e para subir, tem que apertar para baixo. O marcador de combustível, que é analógico, marca de forma inversa (cheio na esquerda e vazio na direita). Vale lembrar que apesar dessas observações, alguns concorrentes "nacionais" não oferecem vidros elétricos nas quatro portas e nem mesmo o ajuste elétrico dos retrovisores. Outro item invertido: o acionamento dos limpadores do para-brisa é de cima para baixo.
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Abaixo estão os botões dos faróis auxiliares de neblina dianteiros e traseiros. A posição não é uma das mais confortáveis para o motorista, sendo necessário se contorcer um pouco para alcança-los. Ao lado está o ajuste elétrico dos faróis dianteiros.
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Outro ponto onde um ajuste seria muito bem vindo é no acionamento dos faróis. Ao ligá-los, através da alavanca compartilhada com a seta, não exite uma indicação visual interna (indicativo no painel), ou seja, a única forma de saber se as lanternas/faróis estão ligados é olhando a alavanca, o que nem sempre é possível pois o volante "esconde" a mesma. Alguns podem pensar: "é só olhar para a rua e ver se o faról está acesso", não é mesmo? Bem, com a iluminação comum da rua não dá pra ver se o farol baixo está ligado, e algumas vezes, nem o farol alto. Como o painel é aceso 100% do tempo, também não é possível o utilizar como parâmetro.
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Barulhos internos ao passar em ruas esburacadas? Por enquanto nada. O acabamento do painel é feito com um plástico quase tendendo para o emborrachado. No tato, tem detalhes em releve que dão a impressão de ser de qualidade superior aos encontrados nos modelos nacionais. O mesmo acabamento segue nas laterais das portas.
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Como dissemos acima, os bancos são confortáveis, macios e revestidos de veludo. Apesar de bonito visualmente e agradável ao toque, este tipo de revestimento acumula sujeira facilmente e é um pouco complicado de limpar. Vale a pena pensar numa impermeabilização ou ainda num banco de couro.
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Na matéria seguinte, voltaremos a falar mais sobre o acabamento interno e outros detalhes.

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Foto de: Fábio Trindade