Reflexo do aumento de IPI: Venda de importados cresce 10,5% em setembro

Depois do anúncio do Decreto 7.567, no dia 15 de setembro, consumidores procuraram fechar negócios de veículos com o antigo IPI. Com o aumento final dos preços, houve uma corrida às lojas para aproveitar as unidades antes do repasse do aumento.
Reflexo do aumento de IPI: Venda de importados cresce 10,5% em setembro
Vinte das 27 marcas associadas à Abeiva –- Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores obtiveram taxa de crescimento em seus dados de emplacamentos em setembro último, ante o mês de agosto. As importadoras filiadas à entidade encerraram setembro com 22.569 unidades emplacadas, 10,5% mais em relação a agosto, quando 20.420 veículos foram entregues aos consumidores finais.
Reflexo do aumento de IPI: Venda de importados cresce 10,5% em setembro
"Nossa expectativa para setembro era de ficar entre 16 mil e 18 mil unidades emplacadas, mas com o anúncio do Decreto 7.567 houve uma corrida às concessionárias, já que o estoque na rede de revenda estava garantido com preços sem o repasse de 30 pontos porcentuais do IPI. Por esse motivo, nossas vendas alcançaram 22.569 unidades"”, afirma José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
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Na comparação com o mês de setembro de 2010, quando foram emplacados 11.826 veículos, o total de 22.569 unidades significou aumento de 90,8%. No acumulado de janeiro a setembro, as associadas à Abeiva chegaram a 151.850 unidades emplacadas, 108,9% mais em relação a igual período de 2010 .
Reflexo do aumento de IPI: Venda de importados cresce 10,5% em setembro
“Até o final deste mês, a maioria dos carros importados deve sofrer o impacto do novo IPI. Algumas empresas já anunciaram repasses parciais e gradativos de preços finais aos consumidores. Outras associadas ainda permanecem em negociação com os seus fornecedores e também com a rede autorizada de concessionárias, além de enxugar os próprios investimentos da importadora. De qualquer maneira, nossos volumes de vendas a partir deste mês tendem a cair, cujas projeções são de difícil previsibilidade”, argumenta Gandini. O presidente da Abeiva acredita que os próximos quinze meses serão difíceis para todas as associadas à entidade. “Mas, cada qual à sua maneira, as filiadas vão permanecer ativas no mercado brasileiro. Vamos tentar majorar com o menor porcentual possível, já pensando em 2013. Espero que não mudem as regras do jogo ao final de 2012, prazo de validade do Decreto 7.567”, conclui Gandini.

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