Importado em 1995, ele abriu caminho para a nacionalização em 1998

Em 1990, o então presidente Fernando Collor reabria a importação de automóveis no Brasil. Além da chegada de marcas novas ao país, as já instaladas aproveitaram a onda para complementar sua linha de produtos sem a necessidade de projetar ou produzí-los por aqui. Em 1995, a Volkswagen apresentava o Golf para o mercado brasileiro como sucessor do Pointer, este ainda originário da Autolatina (joint-venture entre VW e Ford brasileiras). 

VW Golf MK3

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O Golf nasceu na Europa em 1974. Por aqui, oficialmente conhecemos o hatch a partir de sua terceira geração (MK3), que foi mostrada na Europa no meio de 1991 e chegou ao Brasil em 1995. Da Alemanha, era trazido na versão GL, com 4 portas e motor 1.8 com injeção eletrônica monoponto e 90 cv. Do México, chegava o GLX, com acabamento mais refinado e opcionais como teto-solar, além do esportivo GTI, com carroceria duas portas. GLX e GTI usavam motor 2.0 com cabeçote de fluxo cruzado, injeção multiponto e 116 cv. Há algumas unidades do GTI com motor VR6, um 6 cilindros de 2.8 litros com 174 cv, mas muito raras por aqui. 

VW Golf MK3

Em 1996, o GL 1.8 também passou a vir do México e ganhava a injeção multiponto. Chamado de GL MI, chegava aos 96 cv de potência. Em 1997, o GLX recebe o câmbio automático de 4 marchas como opcional e o GTI deixava de ser importado. No ano seguinte, estreava o revolucionário Golf MK4, primeiro importado e depois produzido no Brasil, na fábrica de São José dos Pinhais (PR) junto com o Audi A3, com quem dividia a plataforma e diversos componentes. 

Fotos: divulgacão

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